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Milho fecha semana em queda com aumento da oferta e cautela do mercado

Movimentos de baixa refletem pressão do feriado e colheita avançando

Carlos Silva20 de abril de 2026 às 08:45
Milho fecha semana em queda com aumento da oferta e cautela do mercado

O mercado de milho encerrou a semana com uma queda nas cotações, marcada pela influência de fatores sazonais e por uma postura cautelosa dos operadores do setor.

De acordo com a TF Agroeconômica, essa tendência reflete tanto uma expectativa de maior oferta quanto os ajustes típicos deste período do ano. Na B3, os contratos futuros apresentaram recuo no último dia de negociação e ao longo da semana, pressionados pelo avanço da colheita e pela postura defensiva de muitos especuladores antes do feriado prolongado.

A previsão de aumento na produção, apoiada por dados recentes, e a entrada gradual da safrinha estão criando um ambiente de menor apetite comprador.

No mercado físico, o indicador recuou em sintonia com a desvalorização cambial. Em contrapartida, o cenário internacional, especialmente em Chicago, apresentou uma leve alta. Contudo, a dinâmica interna foi predominante na formação de preços.

Movimentação Regional

Nos estados do Sul, o ritmo das negociações permanece lento. No Rio Grande do Sul, a colheita avança de maneira irregular devido às chuvas, embora os preços se mantenham relativamente firmes em algumas áreas, devido à oferta limitada.

Em Santa Catarina e Paraná, o descompasso entre pedidas e ofertas continua a travar as negociações, apesar de alguns sinais pontuais de sustentação.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registrou uma recuperação nas cotações após quedas anteriores, mas a liquidez do mercado continua baixa. A atuação seletiva da demanda e a maior presença de vendedores têm limitado qualquer avanço significativo, apesar do suporte do setor de bioenergia.

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