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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado do milho apresenta cautela em Chicago e no Brasil

Retenção excessiva e estratégia de vendas escalonadas são recomendadas

Fernanda Lima25 de maio de 2026 às 07:40
Mercado do milho apresenta cautela em Chicago e no Brasil

O mercado do milho enfrenta um cenário de incertezas, com sinais de recuperação em Chicago, mas sem uma mudança clara na tendência predominante.

De acordo com a análise da TF Agroeconômica, a melhor abordagem é adotar estratégias de venda e compra moderadas, tendo em vista a alta oferta global que continua a pressionar os preços.

Os riscos climáticos nos EUA e um possível retorno da China às compras podem impactar o mercado.

Agricultores com estoque de milho são aconselhados a utilizar oportunidades de alta para avançar nas vendas, já que a espera por uma recuperação acentuada pode ser um movimento arriscado. A produção da safrinha pode intensificar a pressão sazonal sobre os preços.

No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa continua sua trajetória de queda, sem confirmar um fundo sustentável no mercado.

Orientações para a Safra 2026/27

Para a safra 2026/27, recomenda-se que os produtores iniciem a proteção parcial durante as recuperações de preço em Chicago, sem comprometer toda a produção imediatamente. A adoção de hedge escalonado é considerada uma alternativa prudente.

O acompanhamento rigoroso das condições climáticas nos EUA, juntamente com as exportações, a taxa de câmbio e os prêmios portuários, é essencial para determinar a melhor estratégia de venda.

Em Chicago, os contratos para julho de 2026 operaram em uma faixa lateral, oscilando entre aproximadamente 448 e 480 cents por bushel, apresentando uma tendência de curto prazo estável e viés levemente baixista.

Cooperativas e indústrias podem encontrar melhores oportunidades de compra entre junho e julho, recomendando-se a prática de compras escalonadas para evitar concentrações desnecessárias.

Entre os exportadores, o forte ritmo das vendas americanas requer atenção constante, pois uma recuperação na demanda da China pode rapidamente elevar os preços em Chicago, mesmo diante da pressão da oferta sul-americana, como a abundante safra argentina e as boas perspectivas de disponibilidade no Brasil.

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