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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de milho no Brasil registra queda e baixa liquidez

Dólar em baixa e cotações internacionais impactam preços

Gabriel Rodrigues23 de junho de 2026 às 07:45
Mercado de milho no Brasil registra queda e baixa liquidez

O mercado de milho brasileiro iniciou a semana enfrentando desafios, com os contratos futuros mostrando queda e as negociações apresentando lentidão nas principais regiões produtoras.

De acordo com a TF Agroeconômica, a recentef queda do dólar e das cotações em Chicago diminuiu a competitividade do milho brasileiro nas exportações, impactando negativamente os preços na B3.

O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 63,65 por saca, uma diminuição de R$ 0,26 no dia.

Os contratos de setembro e novembro também apresentaram quedas, fechando a R$ 66,65 e R$ 70,11, respectivamente. No mercado físico, a segunda safra trouxe maior oferta e cautela por parte dos compradores.

O Cepea apontou que tanto consumidores internos quanto portos estão sob pressão, enquanto alguns vendedores preferem retrair suas vendas, possivelmente por não necessitar de liquidez imediata ou espaço nos armazéns.

Contexto da Colheita

No Rio Grande do Sul, a colheita já atingiu 99%, com preços entre R$ 57 e R$ 63 por saca e uma média de R$ 58,91. Em Santa Catarina, os preços estão na faixa de R$ 65, mas a demanda oscila em torno de R$ 60.

Paralelamente, no Paraná, a liquidez é baixa, devido à colheita que representa apenas 1% da área cultivada, abaixo da média histórica de 8,2% em virtude da alta umidade no solo.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 49 e R$ 52, enquanto o consumo regional é sustentado pela demanda do setor de bioenergia, apesar da expectativa de abundância e estoques elevados limitarem uma recuperação acentuada dos preços.

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