Mercados agrícolas em alta em Chicago impulsionados por clima e oferta
Trigo se destaca por segundo dia seguido, enquanto soja e milho se beneficiam do clima.

Os mercados agrícolas em Chicago registram um dia promissor, impulsionados por questões climáticas, uma diminuição na oferta e uma demanda robusta. O trigo destaca-se com a maior valorização, principalmente devido à expectativa de uma safra reduzida nos Estados Unidos.
Conforme informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro de 2026 do trigo foi cotado a US$ 6,84 por bushel, apresentando um aumento de 6,50 pontos. Os desafios logísticos no Mar Negro, especialmente em relação às exportações da Rússia, estão aumentando a demanda pelo trigo norte-americano.
As dificuldades enfrentadas pela Rússia, principalmente próximas ao Estreito de Kerch e durante os ataques aos portos de Odessa, podem redirecionar a procura global por trigo para outros fornecedores. Já na França, a previsão de produção é de 32 milhões de toneladas, inferior aos 33,4 milhões de 2025, por conta da seca e temperaturas elevadas.
✨ O trigo é cotado a R$ 1.392,65 no Paraná e R$ 1.312,38 no Rio Grande do Sul.
Outro produto que mantém suporte é a soja, beneficiada pelas compras da China e um ritmo acelerado de esmagamento nos EUA. O relatório da NOPA revelou uma diminuição nos estoques de óleo de soja, o que reforça a tendência positiva do setor.
Em Chicago, o contrato de agosto de 2026 da soja é negociado a US$ 12,05 por bushel. No mercado físico, a oleaginosa foi precificada a R$ 133,14 no interior do Paraná e R$ 139,99 em Paranaguá.
As atenções no milho estão voltadas ao clima no Corn Belt, onde as lavouras estão na fase de floração. A previsão de chuvas irregulares está deixando o mercado em alerta, especialmente considerando o aperto no balanço global que pode potencializar o impacto de perdas. Na França, a área plantada de milho caiu 19% em relação ao ano anterior.
Na B3, os contratos do milho operavam ativamente em alta, e o mercado físico registrava preços de R$ 64,77. O cenário para trigo e soja continua otimista, com as variáveis de oferta, demanda e clima determinando os preços no curto prazo.
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