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Agronegócio
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Mercados agrícolas oscilam com foco em clima e projeções do USDA

Análise destaca oferta de trigo e pressões sobre soja e milho

Acro Rodrigues11 de junho de 2026 às 10:15
Mercados agrícolas oscilam com foco em clima e projeções do USDA

Nesta quinta-feira, os mercados agrícolas apresentaram oscilações moderadas, com foco no clima e nas novas previsões de oferta e demanda. Dados da TF Agroeconômica indicam que a oferta global de trigo é ampla, enquanto há pressão sobre os preços da soja e do milho.

Cenário do Trigo

A disponibilidade de trigo internacional continua elevada, com condições climáticas favoráveis no Hemisfério Norte que fortalecem as previsões de uma colheita robusta. O trigo francês, apesar de competitivo, enfrenta desafios para incrementar as exportações. Avaliações de campo na França têm mostrado resultados mistos, enquanto a Romênia apresenta perspectivas otimistas para sua produção.

A Bolsa de Cereais de Rosário, na Argentina, revisou sua estimativa de safra para 20 milhões de toneladas.

Perspectivas para a Soja

Os contratos de soja em Chicago registraram leve baixa, com o mercado aguardando o relatório do USDA. O clima úmido no Meio-Oeste dos EUA favorece a safra, mas a falta de compras da China e a previsão de aumento na produção argentina pressionam os preços. A Bolsa de Rosário também incrementou suas expectativas para a safra 2025/26 da Argentina, agora estimada em 51,5 milhões de toneladas.

Impacto nos Preços do Milho

No que diz respeito ao milho, a tendência de queda sazonal continua se fazendo presente. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos têm limitado a inclusão de prêmios climáticos, levando os investidores a reduzir suas posições compradas. Mesmo com essa pressão, a demanda global continua a impulsionar o comércio.

Contexto da Indústria

Os preços dos fertilizantes também estão em atenção, com a ureia granulada em Nova Orleans apresentando uma redução de 36% desde abril, o que ajuda a diminuir os custos de produção.

O mercado está em busca de sinais mais claros até o fim de junho, quando se espera que novas informações ajudem a definir melhor a direção dos preços dos grãos.

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