Movimentos refletindo tensões no comércio e oferta no mercado

Os mercados agrícolas começam o dia com movimentos variados entre trigo, soja e milho, refletindo a dinâmica de oferta e demanda, além de tensões no comércio internacional.
De acordo com a TF Agroeconômica, o trigo está em ascensão nos Estados Unidos, beneficiado pela alta do milho e pela incerteza provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Esse conflito resultou em uma drástica diminuição dos embarques de grãos pelo Mar Negro, após ataques que atingiram portos nos dois países.
✨ A avaliação ressalta que a falta de um cessar-fogo no Mar Negro continua a influenciar as expectativas do setor agrícola.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, mencionou que a Rússia não está disposta a interromper os ataques a navios com produtos agrícolas sem incluir em qualquer acordo refinarias e oleodutos russos.
No Brasil, os preços do trigo mostram estabilidade no Rio Grande do Sul e alta no Paraná, devido ao aumento da demanda por farinhas na última semana do mês, antes de reajustes.
A soja, por sua vez, opera em baixa durante o pregão noturno em Chicago, pressionada pela forte queda do óleo de soja. Esta dinâmica surgiu após o óleo de canola importado do Canadá ter sido isento das tarifas aplicadas pela Casa Branca sobre produtos canadenses.
O ProFarmer anunciou uma projeção de safra recorde de soja nos EUA, com 124,43 milhões de toneladas, superando as 122,99 milhões estimadas pelo USDA.
O milho, entretanto, mostra uma recuperação em Chicago, após ter subido mais de 10% nas últimas duas semanas. O ProFarmer projeta uma safra para 2026/27 nos EUA de 389,75 milhões de toneladas, inferior às 406,75 milhões previstas pelo USDA, em um contexto de dificuldades na União Europeia e ameaças às exportações ucranianas no Mar Negro.
A dinâmica de preços nos mercados agrícolas é substancialmente influenciada por eventos globais, como conflitos internacionais, decisões políticas e condicionantes climáticas.
No Brasil, os preços do milho também apresentaram aumento, sustentados pela demanda interna e pelas exportações esperadas para o segundo semestre. O dólar está cotado a R$ 5,1465, enquanto o barril do Brent é negociado a US$ 91,40.
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