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Agronegócio
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Mercados de grãos com viés positivo apesar de oscilações moderadas

Soja, milho e trigo reagem a fatores econômicos e políticos nos EUA

Gabriel Azevedo25 de junho de 2026 às 09:10
Mercados de grãos com viés positivo apesar de oscilações moderadas

Os mercados de grãos começaram o dia apresentando um comportamento misto, mas com uma leve tendência positiva, marcados por oscilações moderadas nos contratos futuros, sem um fator claro que os impulsionasse.

De acordo com a TF Agroeconômica, os preços da soja, milho e trigo foram impactados por questões relacionadas à política agrícola dos Estados Unidos, à demanda por biocombustíveis e ao panorama econômico do país.

A soja para julho de 2026 em Chicago subiu 3 pontos, alcançando US$ 11,1175 por bushel.

No mercado de soja, o farelo também se mostrou em alta, enquanto os preços do óleo apresentaram uma leve queda. No mercado físico, a saca de soja estava cotada a R$ 126,61 no interior do Paraná, com uma alta diária de 0,52%, e a R$ 134,35 em Paranaguá, subindo 0,64%.

O aumento no esmagamento doméstico nos Estados Unidos e a redução da dependência de exportações, especialmente para a China, estão moldando as dinâmicas do mercado.

O milho demonstrava leves oscilações em Chicago. O contrato de julho de 2026 teve uma pequena queda de 0,25 ponto, ao passo que os contratos de dezembro de 2026 e julho de 2027 apresentaram alta. A pressão sobre os preços deve-se à queda dos valores do petróleo, às condições climáticas favoráveis para cultivo nos EUA, à falta de progresso na liberação permanente do E15 e à entrada da safrinha brasileira.

Além disso, a desvalorização do real contribui para aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

No segmento de trigo, o contrato de julho de 2026 caiu 0,25 ponto, sendo cotado a US$ 5,8550 por bushel, enquanto o contrato de dezembro subiu 0,25 ponto. No mercado físico, o Paraná viu o preço atingir R$ 1.362,59 por tonelada, uma queda de 0,46%, enquanto o Rio Grande do Sul manteve o preço em R$ 1.326,57.

A valorização do dólar, o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as temperaturas elevadas na Europa continuam sendo acompanhados atentamente.

Dados do Mercado

O dólar futuro estava cotado a R$ 5,2055 e o preço do petróleo Brent recuava 0,53%, sendo negociado a US$ 72,99 por barril.

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