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Agronegócio
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Mudanças climáticas exigem nova abordagem no agronegócio brasileiro

Gestão climática é crucial para a rentabilidade das propriedades rurais

Gabriel Azevedo11 de junho de 2026 às 12:15
Mudanças climáticas exigem nova abordagem no agronegócio brasileiro

Com o aumento de eventos climáticos severos e a aproximação de um Super El Niño, peritos destacam que o manejo climático se tornou essencial para a lucratividade e a competitividade das propriedades rurais no Brasil.

Tradicionalmente, os produtores rurais sempre enfrentaram as incertezas do clima. No entanto, o que antes era considerado uma variável secundária agora é fundamental nas tomadas de decisão. Em um ambiente marcado por secas prolongadas, ondas de calor e chuvas imprevisíveis, a gestão de questões climáticas se tornou vital para a sobrevivência econômica das atividades agropecuárias.

Fenômenos climáticos extremos estão cada vez mais impactando a agricultura.

Análises da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que o atual fenômeno El Niño pode se manifestar de forma extremamente intensa, rivalizando com os eventos de 1982 e 2015. A verdadeira preocupação, contudo, reside na combinação desse fenômeno com um planeta que já se encontra em um estado crítico devido às mudanças climáticas.

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As condições causadas pelo El Niño colocarão lenha na fogueira de um mundo em aquecimento

António Guterres, secretário-geral da ONU.

Os efeitos dessa situação já refletem no agronegócio. Eventos passados relacionados ao El Niño resultaram em grandes perdas agrícolas, elevação dos preços dos alimentos e danos econômicos que somaram centenas de bilhões de dólares em várias regiões ao redor do mundo.

Impacto esperado

A interação entre extremos climáticos e o aquecimento global pode aumentar ainda mais os riscos para a produção agrícola nas próximas décadas.

Nesse novo cenário, empresas e especialistas começaram a reavaliar suas estratégias. Romário Alves, CEO da Sonhagro, ressalta que a variabilidade climática não é mais um fator periférico, mas algo que afeta diretamente a rentabilidade das propriedades. Segundo ele, os produtores agora precisam considerar o clima ao planejar suas safras, ao lado de custos e mercado.

Com a irregularidade das chuvas, a abordagem dos produtores em relação ao manejo do solo e da água está se transformando. Francisco de Carvalho, diretor comercial da Hydroplan-EB, enfatiza que uma postura reativa não é mais suficiente. "Os produtores compreendem agora que é necessário maximizar cada gota de água disponível. A eficiência na retenção hídrica do solo e a criação de lavouras resilientes serão essenciais para enfrentar os desafios climáticos futuros", conclui.

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