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agricultura
2 min de leitura

Tempestades danificam centro de pesquisa agrícola em Ribeirão Preto

Estruturas do Centro de Cana do IAC sofrem prejuízos com ventos de 160 km/h.

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 19:55
Tempestades danificam centro de pesquisa agrícola em Ribeirão Preto

As fortes chuvas que afetaram Ribeirão Preto, em São Paulo, impactaram severamente instituições dedicadas à pesquisa agrícola, especialmente o Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), que teve várias de suas estruturas danificadas.

Imagens enviadas pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) mostram cenários alarmantes, como construções destelhadas e árvores e postes caídos. O centro é crucial para o aprimoramento genético da cana-de-açúcar, além de atuar em estudos de solo, fitotecnia e controle de pragas.

Os ventos atingiram velocidades de até 160 km/h, causando estragos consideráveis.

A APqC alertou ainda que as condições climáticas afetaram a rede elétrica e de comunicação, dificultando o contato com os pesquisadores do IAC. De acordo com relato de Sérgio Torquato, diretor da APqC e pesquisador da Secretaria da Agricultura, estruturas administrativas e laboratórios foram afetados, complicando a continuidade das pesquisas.

O comunicado da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo indica que os danos ainda estão sendo avaliados, mas destaca que as estruturas físicas, incluindo coberturas, foram as mais atingidas até o momento. Apesar das dificuldades, a secretaria assegura que as investigações científicas não serão comprometidas.

Impacto do El Niño

Com a intensificação do fenômeno climático El Niño previsto, a APqC expressa preocupação com o futuro das áreas de pesquisa no estado. Há 39 locais que podem sofrer prejuízos devido ao clima adverso, resultando em atrasos e perdas significativas.

Pesquisadores criticam a falta de suporte e investimento, ressaltando que o governo Estadual extinguiu mais de 3 mil cargos na Secretaria da Agricultura, impactando as operações de pesquisa. A incapacidade de manter equipes adequadas para prevenir danos tem gerado um ambiente propenso a crises climáticas, como a que ocorreu em Ribeirão Preto.

Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC, enfatiza que a falta de recursos pode agravar os efeitos de um Super El Niño e alerta sobre os riscos de estiagem. Para ela, investimentos apropriados são essenciais para mitigar danos e acelerar a recuperação das instalações de pesquisa.

Os pesquisadores pedem urgência em medidas que reduzam os impactos das mudanças climáticas e ajudem a preparar as instituições para eventos futuros, que podem ser ainda mais devastadores.

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