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Agronegócio
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Nanotecnologia melhora germinação de sementes de soja

Estudo da USP revela avanço na eficiência agronômica

Tiago Abech09 de abril de 2026 às 03:00
Nanotecnologia melhora germinação de sementes de soja

Pesquisadores da USP descobriram que o uso de nanotecnologia no revestimento de sementes de soja pode otimizar a germinação e o crescimento inicial das plantas, permitindo a liberação controlada de nutrientes essenciais.

Inovação com nanotecnologia

O estudo, conduzido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, utilizou nanofibras curtas de acetato de celulose para impregnar substâncias benéficas nas sementes. Esse método se destaca pela aplicação inovadora em comparação aos processos convencionais, incluindo a dispersão das nanofibras em água e a sua aplicação por pulverização.

As nanofibras são criadas por eletrofiação, um processo que gera estruturas na escala nanométrica a partir de uma solução polimérica.

No decorrer do processo, nanopartículas de óxido de zinco e o fitormônio ácido giberélico foram integrados às nanofibras. Após sua formação, as fibras curtas resultantes podem ser aplicadas diretamente nos grãos de soja.

Resultados promissores

Em experimentos realizados em condições controladas, onde as sementes receberam a aplicação diária da nanotecnologia por uma semana, foi observado um incremento tanto na taxa de germinação quanto no desenvolvimento das plântulas. O sistema permite que os compostos ativos sejam gradualmente liberados, facilitando o desenvolvimento inicial das plantas.

Além disso, a pesquisa analisou a toxicidade potencial dos materiais utilizados, assegurando que concentrações inadequadas não afetem o crescimento. Os resultados não apontaram efeitos adversos significativos, sugerindo que há uma boa compatibilidade entre as substâncias e as sementes.

Caminhos futuros

Apesar dos desafios enfrentados para equilibrar os parâmetros do processo e garantir a eficácia das nanofibras, a pesquisa culminou no pedido de patente da nova tecnologia, que pode evoluir para novas fase de testes, ajustes na aplicação e a possível adoção em outras culturas agrícolas.

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