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agricultura
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Impressão 3D e nanotecnologia podem revolucionar controle de pragas

Pesquisadores brasileiros desenvolvem dispositivos biodegradáveis eficazes

Mariana Souza30 de maio de 2026 às 17:10
Impressão 3D e nanotecnologia podem revolucionar controle de pragas

A fusão de impressão 3D, nanotecnologia e óleos essenciais promete inovar o controle de pragas de forma sustentável na agricultura. Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) criaram dispositivos biodegradáveis que liberam compostos de forma controlada, elevando a eficácia dos biopesticidas e diminuindo a necessidade de aplicações frequentes.

Alternativa Sustentável aos Pesticidas

Este avanço surge em resposta à procura global por métodos mais ecológicos ao uso de pesticidas sintéticos, que frequentemente causam contaminação ambiental e riscos à saúde. Os pesquisadores desenvolveram hidrogéis impressos em 3D utilizando alginato de sódio, pectina e Pluronic F127. Esses materiais foram enriquecidos com os compostos naturais Geraniol e Eugenol, que foram encapsulados em nanopartículas de zeína, promovendo a estabilidade e controle na liberação dos bioativos ao longo do tempo.

As nanopartículas apresentaram uma taxa de encapsulamento superior a 99% e estabilidade por mais de 60 dias.

Testes foram realizados com a mosca-branca (Bemisia tabaci), uma praga agrícola significativa. Os resultados mostraram que as estruturas à base de pectina atraíram mais de 50% dos insetos, sugerindo que a tecnologia pode ser uma ferramenta não apenas para liberação de compostos, mas também como atrativo em armadilhas específicas.

Precisão no Controle de Pragas

Esse desenvolvimento visa proporcionar um controle mais preciso nas lavouras, reduzindo a dependência de pulverizações contínuas e minimizando os impactos ambientais. A pesquisa destaca que a combinação de compostos naturais, nanoencapsulamento e impressão 3D representa uma opção inovadora para a agricultura sustentável.

Os próximos passos incluem testes em condições reais de cultivo e a expansão do uso da tecnologia com novos compostos bioativos, visando soluções que integrem produtividade, conservação ambiental e segurança alimentar.

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