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Agronegócio
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Óxido nítrico impulsiona crescimento das plantas e colheitas

Estudo revela o papel crucial do óxido nítrico na fisiologia vegetal

Gabriel Rodrigues23 de junho de 2026 às 03:00
Óxido nítrico impulsiona crescimento das plantas e colheitas

O óxido nítrico tem se destacado por sua rápida ação na fisiologia das plantas, apesar de sua existência efêmera nas células vegetais. De acordo com Braitner L. Andrade, especialista em agronomia, essa molécula funciona como um mensageiro que coordena processos essenciais para o desenvolvimento das lavouras.

Na soja, por exemplo, o óxido nítrico desempenha um papel fundamental no reconhecimento entre as plantas e as bactérias que fixam nitrogênio. Quando esse processo não ocorre adequadamente, a formação de nódulos e a simbiose necessária são comprometidas, o que impacta diretamente na eficiência do uso do nutriente.

Funções do óxido nítrico em diferentes culturas

No arroz irrigado, a molécula atua como um sensor vital em condições de solo encharcado. Diante da baixa disponibilidade de oxigênio, as raízes das plantas produzem óxido nítrico como uma resposta, ativando ajustes metabólicos necessários para a sobrevivência.

Em situações de estresse hídrico, o óxido nítrico trabalha em sintonia com o ácido abscísico (ABA), responsável por sinalizar o fechamento dos estômatos e, assim, minimizar a perda de água.

A gestão do nitrogênio é crucial para o manejo agrícola eficaz.

Essas interações destacam a relação intrínseca entre nutrição e fisiologia das plantas, sublinhando a necessidade de um manejo adequado do nitrogênio. A enzima nitrato redutase, que participa da produção de óxido nítrico, comprova que a adubação nitrogenada também desempenha um papel na capacidade comunicativa da planta e na sua adaptação a mudanças ambientais.

Inteligência artificial no manejo agrícola

Nesse cenário, a inteligência artificial emerge como uma ferramenta útil para integrar dados sobre clima, nutrição e disponibilidade hídrica. A análise conjunta dessas informações poderá auxiliar na identificação de limitações fisiológicas antes que se tornem perceptíveis, permitindo um manejo preventivo e mais eficaz conforme o funcionamento biológico das culturas.

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