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Agronegócio
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Paraná registra safra recorde de grãos com 26,3 milhões de toneladas

A produção superou em 6% a safra anterior, destacando a soja e o milho.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 13:45
Paraná registra safra recorde de grãos com 26,3 milhões de toneladas

O estado do Paraná fechou a safra de verão 2025/26 com uma marca excepcional de 26,3 milhões de toneladas de grãos, superando em 6% os 24,7 milhões do ciclo anterior. Este resultado, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), destaca a soja como o principal produto, com 21,8 milhões de toneladas, e um aumento na produção de milho, que subiu de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.

Fatores Contribuintes Para o Recorde

A alta produção foi atribuída a três fatores principais: clima favorável, aumento da área cultivada, especialmente com milho, e o avanço tecnológico nas lavouras. Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, enfatiza a importância do investimento contínuo dos produtores em técnicas de manejo, que têm possibilitado esses resultados positivos.

A combinação de tecnologia avançada e práticas agrícolas envelhecidas é crucial para a produtividade do Paraná.

Produzindo grãos em Guarapuava, o agricultor Eduardo Pletz obteve uma produtividade excepcional de 369,9 sacas de milho por hectare. Ele atribui esse sucesso ao aprimoramento constante de seus métodos agrícolas e ao suporte do Sindicato Rural de Guarapuava, que proporciona acesso a capacitações técnicas.

A Importância da Capacitação

Atualmente, o Sistema FAEP oferece 259 cursos gratuitos para os produtores, abordando diversas áreas como gestão, tecnologia e práticas sustentáveis, essenciais para a evolução das propriedades rurais.

Pletz enfatiza que o conhecimento adquirido nas capacitações é tão vital quanto os investimentos na lavoura, já que práticas como a conservação do solo e a rotação de culturas podem fazer toda a diferença na produtividade e sustentabilidade a longo prazo.

Os produtores paranaenses seguem enfrentando desafios como pragas e variações climáticas, mas investimentos em manejo e práticas fitossanitárias se mostram essenciais para manter a competitividade e aumentar a produtividade.

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