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Agronegócio
2 min de leitura

Paraná registra superávit em volume, mas déficit financeiro em lácteos

Análise mostra contrastes no comércio de produtos lácteos do estado.

Giovani Ferreira16 de junho de 2026 às 20:15
Paraná registra superávit em volume, mas déficit financeiro em lácteos

O Paraná fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com um saldo positivo em volume na balança comercial de lácteos, mas ainda mostrou um déficit financeiro, conforme revelou o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Entre janeiro e abril, o estado exportou 4,3 mil toneladas de produtos lácteos, uma leve queda em relação às 4,4 mil toneladas do mesmo período em 2025. As importações, por sua vez, cresceram 9%, totalizando 3,1 mil toneladas.

Enquanto o volume exportado superou o importado, a receita financeira resultou em déficit: US$ 11,4 milhões em importações contra US$ 8,1 milhões em exportações.

O boletim do Deral explica que essa discrepância se deve ao perfil dos produtos comercializados. O Paraná foca na exportação de itens de menor valor agregado, principalmente manteiga, enquanto as importações concentram-se em queijos, cujo preço por tonelada é significativamente mais alto.

Contexto

O déficit financeiro na balança comercial de lácteos está relacionado à composição dos produtos que o Paraná comercializa, evidenciando a necessidade de diversificação e maior valorização dos itens exportados.

Assim, mesmo com um superávit em volume, a balança comercial do setor lácteo paranaense no início de 2026 reflete o desafio de equilibrar valor e volume nas operações internacionais.

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