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Agronegócio
2 min de leitura

Pecuarista aprende a otimizar tempo de cocho para gado

Técnicas para garantir eficiência econômica na alimentação do rebanho

Carlos Silva21 de abril de 2026 às 15:10
Pecuarista aprende a otimizar tempo de cocho para gado

No recente episódio do quadro "A conta do Boi", o pecuarista Sandro Dias questionou sobre o tempo ideal para manter seu rebanho em sistema intensivo, enquanto o zootecnista Gustavo Sartorello revelou insights cruciais sobre o manejo.

Sartorello, que coordena o ICBC (Índice de Custos de Bovinos Confinados) na USP, enfatizou que, com o aumento dos custos de insumos, a permanência do gado no cocho precisa ser decidida com base em dados científicos e viabilidade financeira, ao invés de estimativas visuais.

É arriscado manter o gado por menos de noventa dias, podendo comprometer o investimento.

Importância do ajuste intestinal

Sartorello destacou que é necessário um tempo adequado para a adaptação da flora intestinal dos animais à nova dieta, que substitui o capim por grãos concentrados. O ganho de gordura ocorre somente após um aumento no peso muscular.

Para evitar penalizações por falta de acabamento no frigorífico, os primeiros noventa dias são considerados o mínimo necessário, um "piso" de segurança.

Monitoramento e riscos

A permanência no cocho deve ser ajustada com base em três fatores críticos que o pecuarista deve observar diariamente. Exceder cento e vinte ou cento e trinta dias pode ser prejudicial para a rentabilidade.

Com o gado atingindo o máximo de acabamento, o consumo diminui, levando a um cenário onde o agricultor passa a "pagar para o boi ficar na fazenda", já que os custos superam os ganhos diários de peso, o que resulta em prejuízos.

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