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Agronegócio
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Plano Safra 2026/2027 prioriza práticas sustentáveis mas deixa lacunas

Nova iniciativa busca integrar riscos climáticos à produção agrícola

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 16:15
Plano Safra 2026/2027 prioriza práticas sustentáveis mas deixa lacunas

O Plano Safra 2026/2027, com um volume significativo de R$ 610,3 bilhões, introduz condições favoráveis para iniciativas sustentáveis, mas falha em adaptar a produção agrícola às mudanças climáticas. A nova abordagem visa integrar práticas de gestão de riscos, embora a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura identifique lacunas.

Entre os avanços destacados estão a redução das taxas de juros para o RenovAgro Ambiental, além de incentivos à recuperação e conversão de pastagens. Em 2027, estão previstas restrições para financiar projetos que realizem a supressão ilegal de vegetação nativa, promovendo uma maior responsabilidade ambiental.

A avaliação da Coalizão indica que o plano está avançando na conexão entre sustentabilidade e gestão de riscos na política agrícola. Entretanto, as críticas envolvem a falta de priorização para o seguro rural e a dificuldade de acesso ao crédito de longo prazo, especialmente em um contexto de endividamento crescente entre os produtores e a expectativa de uma safra afetada pelo fenômeno do Super El Niño.

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Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, gera um cenário de alerta. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes.

Leila Harfuch, membro da Coalizão.

A falta de priorização em seguros rurais e crédito a longo prazo levanta preocupações para o futuro da agricultura.

Para a agricultura familiar, as mudanças incluem a redução das taxas de juros em linhas sustentáveis do Pronaf, aumento do limite para sistemas agroflorestais e silvicultura, além de um reforço na assistência técnica. No entanto, ainda não foram detalhadas ações para aprimorar o Sicor, aplicar a Taxonomia Sustentável Brasileira, fortalecer o seguro rural e direcionar investimentos para a recuperação de pastagens e implementação do Código Florestal.

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