Novo decreto amplia pagamentos por serviços ambientais no Brasil
Sistema FAEP destaca avanços e pontos a serem clarificados

O Governo Federal publicou o novo Decreto 13.018/2026, regulamentando a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), o que representa um marco no reconhecimento das práticas sustentáveis no meio rural, segundo o Sistema FAEP.
A norma, que entra em vigor a partir de 11 de junho, amplia as condições para que práticas sustentáveis como a conservação do solo, da água, da biodiversidade e a captura de carbono sejam recompensadas financeiramente.
✨ A nova regulamentação reconhece diversas ações agrícolas como elegíveis para remuneração, promovendo práticas que já estão sendo adotadas por agricultores.
Práticas Sustentáveis Reconhecidas
O decreto detalha e integra a Lei Federal 14.119/2021, que estabeleceu a PNPSA, e inclui práticas como o manejo sustentável em sistemas agrícolas e agroflorestais, permitindo que ações já realizadas por produtores como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta sejam agora valorizadas.
"O reconhecimento dessas ações dentro da Política de Pagamento por Serviços Ambientais representa um avanço importante, porque valoriza o papel do produtor rural na conservação dos recursos naturais.
Desafios de Implementação
Apesar dos avanços, o Sistema FAEP alerta que o decreto ainda necessita de maior clareza sobre como os pagamentos serão operacionalizados, especialmente em relação aos programas disponíveis e os critérios para participação.
A entidade considera essencial que a regulamentação aborde detalhes sobre como os produtores podem aderir ao programa e quais recursos estarão sob sua disposição.
"Precisamos, com urgência, avançar neste tema, para valorizar o setor que mais conserva o meio ambiente no país.
✨ O decreto menciona que muitos aspectos ainda precisarão de regulamentação adicional, como a definição de subprogramas do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais.
Contexto Atual
No Paraná, já existe uma legislação estadual que aborda o pagamento por serviços ambientais, porém, as normas estão ultrapassadas em comparação com a nova regulamentação federal. A modernização é considerada necessária para facilitar o acesso dos produtores.
Atualmente, o modelo estadual enfrenta limitações que dificultam a operacionalização dos pagamentos, resultando em poucos casos onde os produtores recebem compensações financeiras adequadas.
A inclusão de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente em programas de pagamento é outra preocupação. O novo decreto sugere que pagamentos priorizem ações que vão além das obrigatoriedades legais, deixando dúvidas sobre o reconhecimento das áreas que já cumprem essas exigências.
O Sistema FAEP defende que o trabalho dos produtores que já protegem suas Reservas Legais e APPs deve ser reconhecido dentro da política de pagamentos, considerando que contribuições efetivas ao meio ambiente não devem ser desconsideradas.
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