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Agronegócio
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Plano Safra 2026/27 apresenta limites orçamentários e novos desafios

Governança do crédito rural enfrenta impactos das restrições fiscais

Mariana Souza30 de junho de 2026 às 16:35
Plano Safra 2026/27 apresenta limites orçamentários e novos desafios

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Wilson Vaz de Araújo, afirmou que o Plano Safra 2026/27 representa o que é viável diante das dificuldades orçamentárias do governo, com um total de R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial.

Em entrevista ao Mercado & Cia, ele comentou que a expectativa inicial era um programa mais robusto, mas que as limitações financeiras impactaram as decisões. "Para viabilizar o Plano Safra, é fundamental analisar as fontes de recursos e as finanças do Tesouro", destacou.

O custo de equalização dos juros subiu consideravelmente, apesar das taxas reduzidas nesta safra.

Wilson Vaz identificou o aumento no custo da equalização das taxas de juros como um dos principais desafios. Esse mecanismo permite que o governo subsidie as taxas de juros, tornando o crédito rural mais acessível. No entanto, o gasto necessário para sustentar este subsídio cresceu bastante. "Ainda que tenhamos reduzido as taxas, o custo para o governo aumentou", explicou.

Mesmo com os limites orçamentários, ele acredita que o programa atende bem às exigências do setor. "O Plano Safra é, de certa forma, um bom plano. Agora vem a fase de implementação e monitoramento dos resultados nos próximos meses", disse o secretário.

Distribuição de recursos e participação de linhas de crédito

Wilson Vaz detalhou a distribuição dos R$ 525,1 bilhões entre linhas de crédito com taxas controladas e livres. Do total, R$ 213,9 bilhões serão destinados a taxas controladas e R$ 311,2 bilhões para linhas livres, incluindo um aumento da participação de recursos controlados, que passou de 38% para 41%.

Sobre as críticas relacionadas ao endividamento rural, o secretário argumentou que a implementação do Plano Safra não poderia ser adiada. Embora existam produtores enfrentando dificuldades financeiras, a maioria ainda possui capacidade de contratação. "É essencial que não se procrastine o programa, já que a maioria dos agricultores pode acessar o crédito", ressaltou Vaz.

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Suspender o Plano Safra por conta das dívidas prejudicaria aqueles que se encontram em condições de acessar o crédito. A regulamentação será finalizada em breve, permitindo a contratação de operações de crédito para a safra 2026/27.

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