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Agronegócio
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Preços do milho caem com colheita e estoques em alta

Avanço da colheita de verão pressiona valores, mas clima é um fator de contenção.

João Pereira11 de maio de 2026 às 09:45
Preços do milho caem com colheita e estoques em alta

Os preços do milho estão em queda em diversas regiões do Brasil, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Isso se deve ao avanço da colheita da safra de verão e à abundância de estoques restantes da temporada 2024/25.

A maior disponibilidade de milho no mercado tem facilitado as negociações; os compradores reportam facilidade ao concluir acordos e esperam novas desvalorizações nos preços nas próximas semanas. Por sua vez, alguns vendedores se mostram mais flexíveis durante as negociações, buscando liberar espaço em seus armazéns, que estão sendo ocupados pela nova safra de soja e milho.

Produtores também precisam reforçar seus caixas, aumentando assim o volume de milho disponível para venda.

Embora a oferta seja ampla, as quedas nos preços têm sido limitadas por preocupações climáticas ligadas à segunda safra de milho. Regiões produtoras estão enfrentando escassez de chuvas e altas temperaturas, o que pode prejudicar o crescimento das lavouras.

Além disso, previsões de frentes frias despertaram nova atenção do mercado, aumentando a apreensão sobre possíveis impactos na produtividade. Se as condições climáticas adversas persistirem, a produtividade da segunda safra pode sofrer uma diminuição significativa.

Produção da segunda safra

Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.

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