Mercados agrícolas em ajustes com clima e lucros em destaque
Grãos e derivados sentem influência de fatores internos e externos

Os mercados agrícolas iniciaram esta quinta-feira com uma série de ajustes nas principais bolsas, em um cenário pautado pela realização de lucros e a atenção concentrada nas condições climáticas, além de fatores externos que impactam os preços de grãos e seus derivados.
De acordo com dados da TF Agroeconômica, na abertura do dia 30 de abril de 2026, os preços do trigo, soja e milho apresentavam movimentos mistos, mas permaneciam sustentados por fundamentos que continuam a sustentar o interesse dos operadores.
Desempenho do Trigo
No mercado de trigo, as cotações em Chicago enfrentaram quedas nos contratos de longo prazo, mesmo com uma tendência estrutural de alta. O contrato de maio de 2026 viu seu preço subir para US$ 643,25, enquanto os contratos de dezembro de 2026 e maio de 2027 caíram para US$ 680,00 e US$ 702,25, respectivamente.
No mercado físico, o Paraná reportou um preço de R$ 1.343,57 por tonelada, alta de 0,24% no dia e 4,56% no mês. Por sua vez, o Rio Grande do Sul manteve um valor de R$ 1.275,64, com valorização mensal de 10,67%.
✨ Entre os fatores que sustentam esse mercado estão as condições climáticas nos Estados Unidos, as dinâmicas geopolíticas relacionadas a energia e fertilizantes, além dos custos de frete marítimo elevados.
Movimentação da Soja
A soja, por outro lado, sofreu uma realização de lucros após uma forte alta anterior. O contrato de maio de 2026 negociado na CBOT caiu para US$ 1.180,00, enquanto o contrato de maio de 2027 viu seu valor diminuir para US$ 1.179,00.
No mercado físico, o interior do Paraná registrou R$ 122,58 por saca, o que representa uma alta diária de 0,62%. Em Paranaguá, o preço foi de R$ 129,10, uma valorização de 0,49%.
Exportações e Colheita
A China mostrou interesse nas compras do Brasil, adquirindo três carregamentos programados para julho, enquanto a demanda geral na região permanece moderada. A colheita da soja brasileira atinge 92%, superando os 88% do ano anterior.
Situação do Milho
O milho também viu ajustes na negociação, com Chicago registrando uma realização de lucros. O contrato de maio de 2026 caiu para US$ 465,50, enquanto o julho de 2026 recuou para US$ 475,75. No Brasil, os contratos na B3 estavam em alta, com maio a R$ 68,80 e julho a R$ 69,84.
No mercado físico, o milho estava com um preço médio de R$ 66,91, uma elevação de 0,36% no dia, embora tivesse uma queda mensal de 4,92%. O setor observa com atenção a possibilidade de atraso no plantio no Meio-Oeste dos Estados Unidos e os problemas de estresse hídrico que afetam as áreas da safrinha brasileira.
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