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Agronegócio
2 min de leitura

Preços do milho sob pressão: cautela na comercialização é essencial

Safrinha futura e aumento na oferta interna exigem estratégia cuidadosa

Gabriel Rodrigues18 de maio de 2026 às 08:45
Preços do milho sob pressão: cautela na comercialização é essencial

A pressão nos preços do milho destaca a necessidade de cuidados ao comercializar, especialmente com a entrada da safrinha e o aumento esperado da oferta interna.

Conforme a análise da TF Agroeconômica, o curto prazo mostra um cenário estável a levemente baixista em Chicago e também em queda no mercado brasileiro. As recomendações incluíam proteger margens e realizar vendas graduais durante momentos de recuperação dos preços.

Cenário internacional e fatores climáticos

No mercado externo, a semana foi marcada pela reversão de ganhos em Chicago, influenciada pela viagem decepcionante de Donald Trump à China e pela continua liquidação de posições por grandes investidores. A falta de progresso nas negociações comerciais diminuiu as expectativas de compras da China, enquanto as previsões de chuvas nos Estados Unidos melhoraram a situação da umidade do solo.

Apesar disso, algumas áreas continuam com déficit hídrico, e o USDA registrou um aumento na área de milho dos EUA afetada por seca, sustentando uma eventual pressão climática sobre as cotações.

No Brasil, a expectativa de uma safrinha robusta, somada à projeção da Conab de 140,17 milhões de toneladas, deverá manter os preços físicos sob pressão. Além disso, a concorrência de exportadores da América do Sul, especialmente com a Argentina prevendo uma safra recorde de 68 milhões de toneladas, agrega complexidade ao cenário.

Recomendações para a safra 2025/26

Aconselha-se aproveitar momentos de alta para avançar nas vendas de forma escalonada, evitando a retenção excessiva dos produtos. O foco deve ser a proteção de margem, considerando a pressão sazonal da colheita que poderá resultar em novas quedas.

Para a safra 2026/27, é aconselhável manter cautela em decisões de travamentos agressivas. A volatilidade no cenário internacional e as condições climáticas nos EUA podem proporcionar melhores oportunidades de proteção no futuro, recomendando uma abordagem de comercialização gradual.

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