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Agronegócio
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El Niño pressiona mercado do boi gordo e gera incertezas

Efeitos climáticos e oscilações no mercado externo preocupam pecuaristas.

Tiago Abech19 de junho de 2026 às 11:10
El Niño pressiona mercado do boi gordo e gera incertezas

Os efeitos do El Niño continuam a impactar o mercado do boi gordo no Brasil, levando a uma incerteza acentuada entre compradores e vendedores, conforme apontado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A instabilidade climática, aliada a fatores do mercado internacional, resulta em negociações indecisas.

Cenário das vendas no Brasil

Na última quinta-feira (18), o ritmo das vendas permaneceu lento, com algumas áreas apresentando pequenos avanços na liquidez. Apesar disso, muitos agentes ainda se mantiveram afastados das transações, buscando um equilíbrio visível no mercado.

No Pará, frigoríficos mudaram para a prática de um preço único, resultando em uma queda de R$ 5 na arroba, que agora varia entre R$ 330 e R$ 335.

As escalas de abate permaneceram entre cinco e oito dias. Em relação às fêmeas, também não houve mais bonificações por categoria, com preços entre R$ 310 e R$ 315.

Situação nas regiões produtivas

No Rio Grande do Sul, a oferta restrita de gado finalizado ajudou a sustentar os preços, com vendas oscilando entre R$ 23,33 e R$ 24,77 por quilo de carcaça e escalas de abate similares. Por outro lado, em Três Lagoas (MS), a melhora na oferta pressionou os custos, resultando em quedas de até R$ 10 na arroba, agora entre R$ 335 e R$ 340.

No mercado de reposição, os preços dos bezerros se mantiveram estáveis, com o Indicador do Bezerro de Mato Grosso do Sul registrando um valor médio à vista de R$ 3.402,42.

"

O mercado do boi gordo deve continuar operando com cautela, considerando as incertezas externas e os ajustes regionais na oferta de animais

Cepea.

À medida que a situação climática e as questões do mercado internacional evoluem, os profissionais do setor permanecem vigilantes, esperando que as circunstâncias melhorem no curto prazo.

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