Previsão de seca preocupa lavouras de feijão, milho e algodão
A redução das chuvas pode impactar plantios em Goiás e Minas Gerais

Com a chegada do outono, as áreas centrais do Brasil se preparam para enfrentar o fim das chuvas da estação, o que pode ter sérias consequências para a safra de segunda etapa, especialmente para culturas como algodão, feijão e milho.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a atual safra teve chuvas significativas quando as semeaduras estavam em curso, resultando em atrasos e dificuldades no plantio nas janelas ideais, com destaque para os Estados de Goiás e Minas Gerais.
Desafios para as culturas
Neste momento, as lavouras nos referidos estados estão nas fases vegetativa e reprodutiva, que exigem maior disponibilidade hídrica devido à formação de novas estruturas e aumento da transpiração. Apesar de até agora as plantas terem se beneficiado de chuvas regulares e temperaturas normais, a previsão do Inmet não é otimista.
✨ Espera-se uma queda acentuada nas chuvas na segunda quinzena de abril.
A Nottus Meteorologia relata que a segunda metade de abril trará uma notável diminuição das precipitações nas áreas centrais do Brasil. Dados indicam que, até 14 de abril, muitas regiões já apresentam níveis de chuva abaixo da média, e pouca precipitação é aguardada até o final do mês.
Essa situação, caracterizada por baixos índices de chuvas, altas temperaturas e umidade relativa reduzida, traz desafios significativos ao desenvolvimento das culturas de milho, feijão e algodão.
Efeitos no desenvolvimento das culturas
Para o milho, a falta de água pode resultar na redução da área foliar, afetando negativamente a polinização e, por consequência, a formação de espigas e a quantidade de grãos. Já para o feijão, os impactos podem variar com a fase de desenvolvimento, podendo levar ao abortamento de flores ou baixa formação de vagens, comprometendo a produtividade.
No que diz respeito ao algodão, a antecipação da seca pode provocar uma diminuição na formação de ramos produtivos e botões florais, resultando em menos maçãs por planta e reduzindo o potencial de produção.
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