El Niño traz mudanças esperadas no clima do Rio Grande do Sul
Meteorologista Eliana Klering analisa os impactos do fenômeno

Após a confirmação do fenômeno El Niño na última semana, a meteorologista Eliana Klering, da UFPel, destacou que seu impacto no Rio Grande do Sul será mais perceptível na primavera.
Klering explicou que, atualmente, a componente oceânica do El Niño já se apresenta completamente estabelecida, enquanto a componente atmosférica ainda não reage a essa condição.
✨ Isto significa que o inverno de 2026 não deve trazer variações climáticas significativas devido ao fenômeno.
As previsões para o inverno apontam para chuvas próximas à média histórica e temperaturas um pouco acima do normal.
Mudanças à Vista na Primavera
Na primavera, a situação clima deve mudar. Dados do Laboratório de Climatologia da UFPel, mencionados por Klering, indicam que há uma expectativa de chuvas acima da média para o estado.
Entretanto, a meteorologista esclareceu que essa previsão deve ser encarada com cautela, pois os níveis esperados não são alarmantes e estão dentro da variabilidade climática normal da região.
"Um dos maiores mitos é achar que o El Niño provoca alteração climática em todas as estações aqui no Rio Grande do Sul
Klering também destacou que o impacto do El Niño geralmente se concentra em períodos específicos: a primavera do ano em que ele surge e o outono do segundo ano quando ocorre.
Desmistificando Preconcepções
Outro equívoco comum é pensar que todos os ciclos do El Niño resultam em chuvas excessivas. Como ilustração, Klering lembrou da safra 2004/2005, que apesar de estar sob a influência do fenômeno, teve grandes perdas na produção.
Ela enfatizou a necessidade de cautela ao analisar cada novo episódio do El Niño, dado que seu impacto não é linear nem previsível.
Recomendações aos Produtores Rurais
Klering recomenda que os agricultores busquem informações de fontes confiáveis e evitem conteúdos sensacionalistas, além de acompanhar de perto as divulgações das organizações meteorológicas.
Dentre as dicas práticas, a meteorologista sugere que os produtores aproveitem o tempo mais seco do inverno para preparar o solo e mantenham os canais de drenagem limpos, prevenindo alagamentos nas áreas mais baixas quando as chuvas se intensificarem na primavera.
Essas ações devem ser priorizadas para otimizar a produção rural no estado até a chegada da nova estação.
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