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Agronegócio
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Produção mundial de grãos tem leve melhora, mas segue abaixo de recorde

Expectativa é de primeira queda global em quatro anos.

Carlos Silva25 de junho de 2026 às 17:11
Produção mundial de grãos tem leve melhora, mas segue abaixo de recorde

As projeções para a produção mundial de grãos na safra 2026/27 mostraram uma leve melhora com a revisão nas estimativas para milho, cevada e trigo, embora o volume total ainda esteja abaixo do recorde anterior e possa indicar a primeira queda global em quatro anos.

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) ajustou sua previsão mensal, elevando em 12 milhões de toneladas a estimativa para a safra total, que agora é de 2,426 bilhões de toneladas. Apesar desse aumento, o número representa uma queda de 2% em comparação com os 2,488 bilhões de toneladas projetados para 2025/26.

O fenômeno climático El Niño está em curso e poderá impactar a produtividade das próximas safras no Hemisfério Sul.

O relatório do IGC também expressa preocupações em relação à aquisição de fertilizantes, embora a recente diminuição nos preços dos insumos tenha proporcionado algum alívio aos produtores.

Em relação ao trigo, a produção global é calculada em 821 milhões de toneladas, uma redução de 3% em relação ao ano anterior. Para o milho, a projeção é de 1,310 bilhão de toneladas, o que demonstra uma diminuição de 2% em comparação a 2025/26.

Mesmo com a oferta abundante, os estoques poderão se estreitar, e o consumo, especialmente de milho e soja, deverá atingir números recordes. A expectativa é que a produção de soja cresça 3% anualmente, alcançando 442 milhões de toneladas, com o comércio global podendo alcançar 190 milhões de toneladas e o consumo estimado em 445 milhões.

Nos últimos dias, os preços de grãos como trigo, milho, cevada e soja apresentaram queda, resultando em uma diminuição de 4,7% no índice de grãos e oleaginosas, com o milho registrando a maior perda, de 7,6%. No entanto, ao comparar com o ano anterior, houve um aumento de 3,6% no índice, com destaque para a soja e cevada, que subiram 5,3% e 7,1%, respectivamente.

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