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Lula critica setor de fertilizantes e defende produção nacional

Presidente destaca desafios e retomada de obra em Três Lagoas

Mariana Souza25 de junho de 2026 às 17:30
Lula critica setor de fertilizantes e defende produção nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações contundentes nesta quinta-feira sobre a paralisação das fábricas de fertilizantes no Brasil, ressaltando que a falta de apoio do agronegócio à expansão da produção interna tem um custo elevado para os consumidores.

As afirmações foram feitas durante a cerimônia para a reinicialização das obras de uma unidade de fertilizantes em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Lula lamentou que o Brasil esteja pagando preços exorbitantes pelos insumos, que poderiam ser produzidos localmente e que aumentam com os conflitos internacionais.

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O pobre brasileiro, que vai comprar uma fruta, uma comida, paga o preço dessa guerra, por irresponsabilidade de muita gente, não é só do governo.

Nesse evento, Lula também defendeu a importância da Petrobras, dizendo que, embora o governo não interfira diretamente em sua gestão, discute continuamente seu papel no desenvolvimento do país. Ele alertou que existem pessoas que tentam vender a estatal a preços baixos, fazendo referência à gestão de seu antecessor, sem nomear Jair Bolsonaro.

A unidade de fertilizantes em Três Lagoas receberá mais de R$ 5 bilhões para sua conclusão, após reavaliações que indicaram viabilidade técnica e econômica.

A Petrobras agora firmou contratos com vencedores de licitações para finalizar a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), que estava paralisada desde 2015. A conclusão da fábrica é parte do Novo PAC e prevê começar sua operação comercial em 2029.

Quando finalizada, a UFN-III terá uma capacidade de produção de 3,6 mil toneladas de ureia por dia e 2,2 mil toneladas de amônia, atendendo a cerca de 16% da demanda nacional por fertilizantes.

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