Estiagem e altas temperaturas prejudicam colheita de algodão na Argentina
Seca e calor excessivo impactam produtividade, mas safra ainda deve ser 37% maior que a anterior.

De acordo com o mais recente boletim de monitoramento da Produção Agrícola Mundial do USDA, a produção de algodão da Argentina para o ano comercial 2023/24 deverá ser 6% menor do que o previsto no mês passado, devido à seca e ao calor excessivo durante o período de desenvolvimento da cultura. A safra prevista é de 1,60 milhão de fardos de 480 lb (aproximadamente 384.000 toneladas), representando uma queda de 6% em relação ao mês anterior, mas um aumento de 37% em relação ao ano anterior. A produtividade da lavoura é estimada em 622 kg/hectare, o que significa uma redução de 6% em relação ao mês passado, porém um aumento de 26% em relação ao ano passado. A área colhida está prevista em 560.000 hectares, mantendo-se estável em relação ao mês anterior, mas com um aumento de 9% em relação ao ano passado. O Ministério da Agricultura da Argentina publicou uma previsão atualizada da área plantada de 600.000 hectares, com um abandono médio da cultura do algodão de 6%, com exceção do abandono extraordinariamente alto do ano 2018/19. As altas temperaturas registradas no início de fevereiro em algumas regiões como Santiago del Estero (48% da produção), Chaco (30%) e Santa Fe (15%) contribuíram para a queda na produtividade entre os meses, após um período de seca.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em Agronegócio
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