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Agronegócio
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Produtores do RS Iniciam Cultivo de Inverno Após Colheita de Verão

Avanços nas semeaduras de canola e aveia-branca no Rio Grande do Sul

Gabriel Azevedo14 de maio de 2026 às 17:20
Produtores do RS Iniciam Cultivo de Inverno Após Colheita de Verão

Os agricultores do Rio Grande do Sul estão acelerando a implantação das culturas de inverno na medida em que se aproximam do término das colheitas de soja, milho, arroz e feijão da segunda safra. De acordo com o último Informativo da Emater/RS-Ascar, publicado hoje, a semeadura de canola e aveia-branca já se inicia em um cenário que, apesar de boa umidade no solo, enfrenta desafios operacionais devido às chuvas frequentes.

Semeadura de Canola e Aveia-Branca

A canola começou a ser plantada no final de abril, com previsão de continuidade até meados de maio. As chuvas beneficiaram a umidade do solo, mas também prejudicaram o andamento das atividades agrícolas, aumentando o risco de desuniformidade nas áreas recentemente semeadas. No momento, a maioria das lavouras está em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo.

A área cultivada com canola tende a aumentar, já que muitos agricultores buscam alternativas econômicas ao trigo, integrando a cultura em sistemas de rotação.

Em 2025, o estado cultivou 174.394 hectares de canola, obtendo uma produtividade média de 1.653 quilos por hectare, totalizando 285.481 toneladas, conforme dados do IBGE. Na região de Ijuí, cerca de 45% da área prevista já foi semeada, enquanto em Santa Rosa, esse índice chega a 30%.

No que se refere à aveia-branca, a semeadura avança assim que as áreas de verão são liberadas, com a expectativa de um aumento significativo nas semeaduras na segunda metade de maio. A área destinada a essa cultura deve se manter estável em relação à safra anterior, onde foram registrados 393.135 hectares e uma produtividade média de 2.394 quilos por hectare, resultando em 935.664 toneladas produzidas, segundo o IBGE.

Desafios e Perspectivas para o Trigo e Cevada

A Emater/RS-Ascar também ressaltou que os produtores estão adotando uma postura mais cautelosa em relação aos investimentos, especialmente em virtude dos altos preços dos fertilizantes e outros insumos. O mesmo não se aplica ao trigo e cevada, que enfrentam uma previsão de redução da área plantada, decorrente dos custos elevados, dificuldade de crédito, limitações nos seguros rurais e a crescente percepção de riscos climáticos devido à potencial atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses.

Nos próximos dias, o sucesso das culturas de inverno vai depender da abertura das janelas para o plantio e de dados sobre a área cultivada, que ainda está sendo avaliada pela Emater/RS-Ascar. O clima e os custos de produção continuarão a ser fatores cruciais para determinar o ritmo das semeaduras e a distribuição das lavouras pelas regiões.

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