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Agronegócio
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Produtores rurais devem se preparar para junho chuvoso e quente

Mudanças climáticas impactam lavouras e pastagens no Brasil

Gabriel Azevedo29 de maio de 2026 às 16:40
Produtores rurais devem se preparar para junho chuvoso e quente

Os agricultores brasileiros precisam estar atentos ao mês de junho, que será marcado por chuvas acima da média em diversas regiões, conforme a análise do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), gerando impactos significativos nas lavouras e na disponibilidade de pasto.

Previsões de Chuva e Temperatura

O INMET prevê precipitações intensas em grande parte do Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, Amapá e em áreas do Nordeste, como o norte do Maranhão e Piauí, além do Rio Grande do Norte e da Paraíba. No Sul do Brasil, o Rio Grande do Sul deverá registrar chuvas acimas da média. Em contrapartida, a região sul de Minas Gerais, a maior parte de São Paulo, praticamente todo o Paraná e o nordeste de Santa Catarina devem enfrentar volumes de chuva abaixo do normal.

As temperaturas estarão acima da média em todo o Centro-Oeste e Sudeste, aumentando a evapotranspiração e o risco de déficit hídrico.

As médias de temperatura poderão chegar a 1 °C ou mais acima do padrão histórico, especialmente em Goiás e no sul de Mato Grosso. Este aumento de temperatura impacta a umidade do solo, contribuindo para a possibilidade de seca em períodos críticos para culturas como o milho segunda safra, especialmente em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, áreas que já sofreram atrasos na semeadura devido a chuvas em meses anteriores.

Consequências para a Pecuária e Agricultura

A redução da umidade do solo pode reduzir a qualidade das pastagens, afetando a nutrição dos rebanhos. Sobre as lavouras de milho segunda safra no sul da Região Norte, chuvas favoráveis favorecerão o enchimento de grãos, mas, para as áreas em colheita, a umidade excessiva pode gerar problemas como doenças fúngicas e dificuldades na colheita.

Impactos no Nordeste

Na Região Nordeste, a previsão de chuvas acima ou próximas à média é positiva para o desenvolvimento do milho e pode auxiliar na fruticultura, embora a demanda por água em áreas específicas como o MATOPIBA possa aumentar devido ao calor e a umidade.

A elevação das temperaturas também poderá impactar negativamente as citriculturas e hortifrutigranjeiras. No Sul, enquanto algumas áreas de milho enfrentarão dificuldades devido ao calor, outras poderão se beneficiar com umidade adequada para o crescimento de culturas de inverno como trigo e aveia, especialmente no Rio Grande do Sul.

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