Queda nas cotações do mercado pecuário afeta São Paulo e MT
Rio Grande do Sul também reflete os impactos nas cotações.

Nesta quarta-feira, 17 de junho, o mercado pecuário enfrentou uma queda nas cotações em várias regiões, com destaque para São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conforme informações da Scot Consultoria.
Nas principais praças de Araçatuba e Barretos, ambos em São Paulo, os preços do boi gordo e do chamado 'boi China' foram reduzidos em R$ 2, sendo cotados a R$ 348 e R$ 353 a arroba, respectivamente. Por outro lado, os valores para vacas e novilhas permaneceram inalterados.
✨ Queda nas cotações foi observada em 11 regiões além de São Paulo.
Apesar de não haver pressão significativa na oferta de bovinos, a demanda sofreu um enfraquecimento. Frigoríficos maiores começaram a desacelerar suas compras, buscando negociar abaixo dos preços de referência, atitude que também foi notada em empresas menores.
Fernando Iglesias, especialista da consultoria Safras & Mercado, aponta que o esgotamento da cota chinesa para carne brasileira, esperado entre junho e julho, é um fator crítico para essa mudança no mercado. "Com um cenário desafiador se apresentando, a indústria será obrigada a ajustar a quantidade de animais abatidos diariamente, resultando em aumento da ociosidade e possivelmente na redução dos turnos de abate", observa.
Dados sobre o abate de fêmeas
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressalta que houve um aumento considerável no abate de fêmeas no primeiro trimestre deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 1,692 milhão de novilhas abatidas entre janeiro e março, uma alta de 6% em relação ao ano anterior, estabelecendo um novo recorde.
Esse volume representa 16% do total de animais abatidos, taxa equivalente ao primeiro trimestre do ano anterior e apenas 1% abaixo do recorde de 17%, alcançado no segundo trimestre de 2025. Já as vacas adultas apresentaram um abate de 3,444 milhões de cabeças, um aumento de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2025 e 14% superior a 2024.
✨ As vacas correspondem a 34% do total de abates no primeiro trimestre de 2026.
Esses dados apontam para uma continuidade no descarte de matrizes, um comportamento típico em fases caracterizadas por uma maior oferta de animais no ciclo pecuário. Isso pode aumentar a disponibilidade de carne no curto prazo, embora influencie a dinâmica de oferta nos anos seguintes.
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