Redução de custos no confinamento de gado no Brasil em maio
Centro-Oeste apresenta queda, enquanto Sudeste se mantém estável

No mês de maio, o custo de confinamento de gado no Brasil recuou no Centro-Oeste, enquanto permaneceu estável no Sudeste, conforme dados divulgados pela Ponta Agro, que analisou o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP). Essa mudança ajudou a reduzir as disparidades de competitividade entre as duas regiões principais produtoras de carne do país.
✨ No Centro-Oeste, o custo da arroba caiu 2,19%, alcançando R$ 206,91.
A diminuição de custos foi impulsionada pela queda nos preços dos alimentos, notadamente dos volumosos, que registraram uma redução de 10,54%, e dos energéticos, com queda de 3%. Essas flutuações são atribuídas ao avanço da safrinha e ao aumento na oferta de insumos, como a silagem de milho. Além disso, o custo da dieta de terminação apresentou um recuo de 1,89%, aliviando os efeitos da alta observada em março.
Por outro lado, no Sudeste, o ICAP se manteve praticamente inalterado, com um leve aumento de 0,25%, apesar da drástica redução de 14,81% nos custos dos volumosos. Essa estabilidade é resultado da manutenção de preços em outros grupos de insumos, que limitaram qualquer impacto significativo sobre o custo total. O preço da arroba na região caiu 0,71%, para R$ 195,13.
Embora o Sudeste continue liderando em termos de custo de produção e lucratividade, com uma margem de R$ 1.123,78 por cabeça, em comparação aos R$ 1.037,03 do Centro-Oeste, a queda mais acentuada dos custos na primeira região está contribuindo para reduzir a diferença entre elas.
"O resultado de maio sugere um cenário de maior equilíbrio competitivo entre as regiões. O Sudeste segue na liderança, mas o Centro-Oeste retorna a se beneficiar de um ambiente favorável à oferta de grãos e da redução dos custos alimentares, diminuindo a distância observada desde o início do ano
Contexto Adicional
De acordo com a Ponta Agro, a combinação entre a redução de custos e os preços elevados da arroba mantém o confinamento de gado em níveis favoráveis, com margens acima de R$ 1.000 por cabeça, sendo R$ 1.037,03 no Centro-Oeste e R$ 1.123,78 no Sudeste.
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