Safra de arroz em Santa Catarina terá queda em área e produtividade
Produção total prevista é de 1,26 milhão de toneladas

Em Santa Catarina, a safra de arroz 2025/26 enfrentará uma diminuição tanto na área plantada quanto na produtividade, conforme as previsões do Boletim Agropecuário de abril, elaborado pela Epagri/Cepa.
A área cultivada deve cair 1,28% em relação ao ciclo anterior, enquanto a produtividade está estimada em 8.791 kg por hectare, representando uma diminuição de 1,73%.
✨ Produção total estimada é de 1,26 milhão de toneladas.
De acordo com o boletim, a redução se deve em grande parte ao desempenho excepcional da safra anterior, com a atual retornando a níveis mais normais. Ademais, o uso reduzido de insumos se dá pela disparidade entre preços de mercado e custos de produção.
O plantio foi finalizado em todo o estado, com 92% da colheita realizada até o final de março. As áreas restantes estão em maturação e serão colhidas nos próximos dias. A Epagri/Cepa informa que, de modo geral, 94% das lavouras estão em boas condições, embora algumas apresentem problemas pontuais como altas temperaturas e pragas associadas à umidade.
Cenário das exportações
No mercado externo, as exportações de arroz de Santa Catarina mostraram um crescimento notável, totalizando US$ 858,05 mil entre janeiro e março, um aumento de 35% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os principais destinos incluem Cuba, Senegal e Venezuela, com os Estados Unidos como o quarto maior comprador. O boletim ressalta que esse aumento nas exportações deve-se à maior disponibilidade do produto após a safra recorde anterior e à competitividade dos preços induzida pela variação cambial e logística.
No entanto, apesar desse impulso, as exportações ainda não são suficientes para aliviar a pressão sobre os preços internos, especialmente em comparação à concorrência de outros países do Mercosul.
Queda nas importações
Por outro lado, as importações de arroz diminuíram para 5,23 milhões de toneladas no primeiro trimestre, uma queda de 13,34% em relação a 2025, refletindo a elevada oferta interna e os preços mais baixos do produto no Brasil.
Os principais fornecedores para Santa Catarina são Uruguai, Argentina e Itália, com o Paraguai surgindo como um quarto fornecedor significativo, com potencial aumento de participação na segunda metade do ano, durante a entressafra nacional.
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