Soja apresenta quedas no mercado internacional e colheitas no Brasil
Cenário desafiador para os produtores devido a custos e clima

O mercado internacional de soja enfrenta pressões nesta semana, resultado da insatisfação dos traders em relação a encontros entre EUA e China e da cautela no mercado físico brasileiro.
De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato de julho na Bolsa de Chicago fez uma queda de 1,30%, fechando a US$ 11,77 por bushel, com agosto seguindo a tendência e recuando 1,11%, a US$ 11,765 por bushel.
✨ A expectativa em relação à promessa chinesa de aquisição de 25 milhões de toneladas na safra 2026/2027 não convenceu os investidores.
Além disso, um relatório da NOPA revelou um esmagamento de 5,77 milhões de toneladas em abril, abaixo do esperado devido a pausas sazonais de manutenção, contribuindo para a pressão sobre os preços.
Durante a semana, a soja acumulou uma perda de 2,57%, contrastando com o aumento de 4,57% no farelo, enquanto o óleo registrou uma queda de 0,59%.
Colheitas e desafios no Brasil
No Rio Grande do Sul, a produção de soja é estimada em 21,44 milhões de toneladas, representando um aumento superior a 57% em comparação ao ciclo anterior, com 79% da área já colhida. Contudo, a alta umidade tem limitado o avanço da colheita, requerendo secagem artificial e aumentando custos.
A competição por armazenamento com a colheita do milho, que já avançou para 92% da área, está pressionando os fretes e acelerando o escoamento para o Porto de Rio Grande.
Em Santa Catarina, a colheita atinge 74% com os preços de Palma Sola e o Porto de São Francisco em R$ 113,00 e R$ 132,00, respectivamente. O estado enfrenta a necessidade de importar grãos do Paraná e do Rio Grande do Sul para abastecer fábricas de ração.
Paralelamente, no Paraná, a produção está estimada em 22 milhões de toneladas, com a colheita praticamente finalizada no Oeste e Sudoeste. Contudo, os custos de frete subiram 17,1% em relação ao ano anterior, enquanto o diesel aumentou 23% em pouco mais de um mês, pressionando a margem dos produtores.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita alcança 91,6% com a produtividade média comprometida por condições climáticas adversas. No estado de Mato Grosso, a previsão de safra bate recordes com 51,56 milhões de toneladas, mas com um custo estimado de R$ 8.037,13 por hectare para 2026/2027 e fretes mais altos nas rotas de exportação.
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