Soja enfrenta pressão na Bolsa de Chicago e comportamento variado no Brasil
Mercado revela quedas nos preços enquanto colheitas avançam em estados brasileiros.

A soja fechou a semana em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo uma pressão nos preços do grão e de seus subprodutos, enquanto o mercado físico brasileiro apresentou variações significativas entre os principais estados produtores.
Na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT), o contrato de soja para julho encerrou com uma queda de 0,71%, cotado a US$ 11,2150 por bushel, enquanto o contrato de agosto recuou 0,57%, para US$ 11,2600 por bushel. O farelo de soja também viu um declínio de 1,66%, encerrando a US$ 308,50 por tonelada curta, e o óleo de soja caiu 2,84%, com preço de 74,12 cents por libra-peso.
✨ No total, a soja teve uma queda de 5,50% na semana, enquanto o farelo e o óleo recuaram 6,46% e 4,63%, respectivamente.
As vendas diárias de farelo de soja para as Filipinas, que somaram 190 mil toneladas conforme anunciado pelo USDA, não foram suficientes para conter a baixa nos preços derivados, em meio a preocupações sobre as tarifas propostas pelo governo americano que impactam o comércio de grãos.
Cenário no Brasil
No Brasil, o panorama varia de estado para estado. O Rio Grande do Sul já finalizou a colheita, com o porto de Rio Grande cotado a R$ 131,00 por saca. No Paraná, o porto de Paranaguá registrou aumento para R$ 133,00, enfrentando desafios de logística e demanda por novas originações.
Em Santa Catarina, o preço em São Francisco está em R$ 130,00, enquanto os produtores começam a se preparar para a próxima safra. Mato Grosso do Sul destaca-se nas exportações, com US$ 1,562 bilhão vendidos de janeiro a maio, representando 33,4% das vendas externas do estado.
Em Mato Grosso, as vendas antecipadas para a safra 2026/27 são de 13,53%, com ênfase na Região Médio-Norte. A logística permanece uma preocupação, com o frete de Sorriso a Santos avaliado em R$ 520,61 por tonelada.
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