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Agronegócio
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Soja enfrenta queda em Chicago devido a fatores climáticos e econômicos

Mercado reage a novos dados e tensões no Oriente Médio

Giovani Ferreira15 de junho de 2026 às 07:40
Soja enfrenta queda em Chicago devido a fatores climáticos e econômicos

Os preços da soja na bolsa de Chicago apresentaram queda ao longo da última semana, motivados por uma diminuição na aversão ao risco e por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos.

Segundo análise da TF Agroeconômica, essa desvalorização reflete a expectativa de um possível acordo de paz no Oriente Médio e a baixa nos preços do petróleo, o que retirou o prêmio climático das cotações. As previsões de umidade benéfica para a região do Meio-Oeste americano também influenciaram essa movimentação.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para julho caiu 0,13%, ficando em US$ 11,1350 por bushel.

Além disso, o farelo de soja para julho teve uma queda de 0,13%, enquanto o óleo de soja cedeu 0,23%. No acumulado semanal, a perda total da soja foi de 0,71%, com o farelo também registrando baixa, embora o óleo tenha tido um leve aumento.

As incertezas nas commodities agrícolas foram também impactadas pela notícia de que as exportações dos EUA caíram para o nível mais baixo em 13 anos. Simultaneamente, a expectativa é de que a safra argentina atinja 50 milhões de toneladas, com um aumento previsto na área plantada nos Estados Unidos.

Cenário no Brasil

No contexto brasileiro, as regiões apresentam realidades distintas. No Rio Grande do Sul, a colheita foi finalizada, totalizando 18,13 milhões de toneladas, com produtividade média de 2.707 quilos por hectare.

No Paraná, o preço do indicador Cepea/Esalq caiu para R$ 124,69 por saca, valor considerado insuficiente pelos produtores frente aos altos custos e à crescente dívida.

Mato Grosso do Sul destacou-se com 44,5% das exportações agropecuárias em maio oriundas do complexo da soja, mas o setor está atento às projeções de redução das importações por parte da China no longo prazo.

Em Mato Grosso, 81% da produção estimada para a safra 2025/26 já foi negociada, como resultado da necessidade de esvaziar os silos para receber a safra de milho safrinha. Contudo, os produtores enfrentam desafios contínuos como margens apertadas, altos custos operacionais e limitações na armazenagem.

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