Mercado reage a novos dados e tensões no Oriente Médio

Os preços da soja na bolsa de Chicago apresentaram queda ao longo da última semana, motivados por uma diminuição na aversão ao risco e por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos.
Segundo análise da TF Agroeconômica, essa desvalorização reflete a expectativa de um possível acordo de paz no Oriente Médio e a baixa nos preços do petróleo, o que retirou o prêmio climático das cotações. As previsões de umidade benéfica para a região do Meio-Oeste americano também influenciaram essa movimentação.
✨ Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para julho caiu 0,13%, ficando em US$ 11,1350 por bushel.
Além disso, o farelo de soja para julho teve uma queda de 0,13%, enquanto o óleo de soja cedeu 0,23%. No acumulado semanal, a perda total da soja foi de 0,71%, com o farelo também registrando baixa, embora o óleo tenha tido um leve aumento.
As incertezas nas commodities agrícolas foram também impactadas pela notícia de que as exportações dos EUA caíram para o nível mais baixo em 13 anos. Simultaneamente, a expectativa é de que a safra argentina atinja 50 milhões de toneladas, com um aumento previsto na área plantada nos Estados Unidos.
No contexto brasileiro, as regiões apresentam realidades distintas. No Rio Grande do Sul, a colheita foi finalizada, totalizando 18,13 milhões de toneladas, com produtividade média de 2.707 quilos por hectare.
No Paraná, o preço do indicador Cepea/Esalq caiu para R$ 124,69 por saca, valor considerado insuficiente pelos produtores frente aos altos custos e à crescente dívida.
Mato Grosso do Sul destacou-se com 44,5% das exportações agropecuárias em maio oriundas do complexo da soja, mas o setor está atento às projeções de redução das importações por parte da China no longo prazo.
Em Mato Grosso, 81% da produção estimada para a safra 2025/26 já foi negociada, como resultado da necessidade de esvaziar os silos para receber a safra de milho safrinha. Contudo, os produtores enfrentam desafios contínuos como margens apertadas, altos custos operacionais e limitações na armazenagem.
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