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agricultura
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Exportações de soja e milho do Brasil crescem no primeiro trimestre

Crescimento impulsionado pela colheita e demanda internacional

Giovani Ferreira30 de abril de 2026 às 11:15
Exportações de soja e milho do Brasil crescem no primeiro trimestre

As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram um crescimento notável no primeiro trimestre de 2026, resultado da colheita avançada e da forte demanda externa.

Um relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que as exportações de soja aumentaram cerca de 5,92% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o milho teve um incremento de aproximadamente 15,25%.

Progresso da Colheita e Regiões em Destaque

Atualmente, a colheita da soja já atingiu 88,1% da área plantada, com a safra de milho superando a marca de 50%. O Centro-Oeste e o Sul do Brasil foram os protagonistas nos embarques, com Mato Grosso se destacando como o maior exportador.

O Arco Norte foi responsável por 39% dos embarques de soja, seguido por Santos (36,2%) e Paranaguá (18,3%).

No milho, o Arco Norte também liderou, com 34,9% das exportações, Santos alcançando 29,1% e o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, contribuindo com 16%.

Aumento nos Custos de Frete

O crescimento no volume de exportação foi acompanhado por um aumento nos custos de frete, com a Conab monitorando elevações significativas nas tarifas em várias rotas. Em Goiás, por exemplo, os fretes dispararam até 35%.

Thomé Guth, especialista em logística, observa: 'Apesar das flutuações nos preços dos combustíveis, o desempenho produtivo da soja e a quantidade transportada ajudam a entender a pressão sobre a logística.'

Em Mato Grosso, o transporte no Vale do Araguaia viu um aumento de até 10%, uma tendência refletida também em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, onde os fretes aumentaram até 12% devido ao fluxo de escoamento constante.

A situação no Paraná é mais complexa, com uma variação de até 11% nos fretes, impulsionada por aumentos nos combustíveis e restrições operacionais. Em São Paulo, a elevação foi de até 30%, enquanto em Minas Gerais se manteve abaixo de 10%.

Além disso, os custos de transporte do café também mostraram aquecimento nas rotas para o sul de Minas, com movimentações impactando o Nordeste, especialmente na Bahia e no Maranhão, onde os fretes subiram até 19% e 23%, respectivamente.

No Piauí, os preços se mantiveram mais estáveis, com uma variação máxima de 8%.

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