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Agronegócio
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Soja se recupera em Chicago e mercado brasileiro registra leve alta

Fechamento da semana reflete compras chinesas e câmbio favorável

João Pereira29 de junho de 2026 às 11:45
Soja se recupera em Chicago e mercado brasileiro registra leve alta

Entre 19 e 25 de junho de 2026, os preços da soja em Chicago tiveram uma recuperação, influenciada pela crescente expectativa de compras da China e um cenário cambial mais favorável no Brasil. Essas condições resultaram em um fechamento de US$ 11,27 por bushel no dia 25, após atingir US$ 11,08 no início da semana.

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) observou que o recente anúncio das estatísticas de exportação dos EUA sugere que a China estaria retomando as compras de soja americana, um indicativo positivo para o mercado.

Apesar da recuperação pontual, a perspectiva geral para os preços em 2026/27 continua baixista, devido a uma expectativa de safra recorde no Brasil e clima favorável nos EUA.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja no ano comercial atual totalizam 36,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. A situação no Oriente Médio, que parece ter entrado em uma trégua, pode estar influenciando o mercado também.

No Brasil, o valor do dólar durante a semana alcançou R$ 5,18, o que proporcionou uma ligeira melhora nos preços. As principais regiões do Rio Grande do Sul registraram o preço de R$ 116,00 por saco, enquanto em outras partes do Brasil, os preços variavam entre R$ 105,00 e R$ 116,00.

Expectativas para o futuro

A área prevista para o cultivo de soja no Brasil em 2026/27 é de 49 milhões de hectares, o que representa um leve aumento de 443 mil hectares em relação à safra anterior. Contudo, margens reduzidas, custos elevados e a iminente influência do El Niño no clima são fatores que poderão impactar essa projeção.

A produção total de soja está estimada em 180,2 milhões de toneladas. As projeções de exportação incluem 114,1 milhões de toneladas de grãos, 24,9 milhões de toneladas de farelo e 1,65 milhão de toneladas de óleo de soja, que podem somar aproximadamente US$ 60 bilhões em receitas para o setor.

Entretanto, no Mato Grosso, espera-se que a produção de soja diminua para 48,9 milhões de toneladas, uma redução de 5,2% em comparação ao ciclo anterior. A volatilidade climática, especialmente ligada ao fenômeno El Niño, poderá influenciar estes números.

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