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Agronegócio
2 min de leitura

Suco de laranja: Brasil enfrenta queda de receita nas exportações

Exportações se mantêm estáveis em volume, mas descem em faturamento

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 11:40
Suco de laranja: Brasil enfrenta queda de receita nas exportações

As exportações de suco de laranja do Brasil encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas enfrentaram uma acentuada queda na arrecadação.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela CitrusBR, o país exportou 746,9 mil toneladas de suco de laranja em forma de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice), o que representa um crescimento modesto de apenas 0,2% quando comparado à safra anterior. No entanto, a receita totalizou US$ 2,38 bilhões, uma redução de 30,6% em relação aos US$ 3,42 bilhões do ano anterior.

A retração na demanda global e a redução da qualidade das frutas foram determinantes para este resultado.

Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, comentou que a situação atual é reflexo dos preços elevados de safras passadas, levando os consumidores a buscarem alternativas mais econômicas e impactando a qualidade do suco, em função de influências climáticas e do avanço do greening.

Mudança no perfil de exportações

Os Estados Unidos agora lideram como o maior comprador do suco de laranja brasileiro, superando a União Europeia pela primeira vez. As importações dos EUA atingiram 355,8 mil toneladas, um aumento de 16,3% em relação à safra anterior. Entretanto, a receita obtida com estes embarques caiu 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão.

Enquanto isso, a União Europeia, que tradicionalmente foi o principal mercado, saiu com um desempenho negativo tanto em volume quanto em vendas. As exportações para o bloco diminuíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas, com um faturamento que caiu cerca de 38%, alcançando US$ 1,11 bilhão.

Desempenho por regiões

Constatou-se que a China apresentou um crescimento nas compras, aumentando os volumes em 26%, totalizando 25,5 mil toneladas, com um modesto crescimento de 1% na receita, que chegou a US$ 70,3 milhões. Por outro lado, o Japão flagrou a maior queda entre os principais importadores, com uma redução de 28,6% nas compras e uma diminuição de 45,9% na receita, somando aproximadamente US$ 58,9 milhões.

A CitrusBR atribui esse cenário ao menor consumo e à diminuição dos preços praticados no Japão.

A queda na receita evidencia uma transformação no mercado internacional, onde a demanda está reduzida, pressionando os preços.

Embora a receita tenha diminuído, o Brasil continua a ser o maior exportador global de suco de laranja, com os Estados Unidos e a União Europeia ainda figurando como os principais mercados para o produto.

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