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Agronegócio
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Syngenta Reporta Queda no Lucro Apesar de Vendas Elevadas em 2025

Crescimento nas vendas é impulsionado por investimentos em IA e aumento no mercado brasileiro de sementes.

Camila Souza Ramos31 de março de 2026 às 10:35
Syngenta Reporta Queda no Lucro Apesar de Vendas Elevadas em 2025

A Syngenta, pertencente à estatal chinesa ChemChina, anunciou vendas de US$ 7,6 bilhões no último trimestre de 2025, marcando um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu para US$ 900 milhões, uma diminuição de 16% em comparação ao último trimestre de 2024.

Desempenho de Vendas e Lucro

De acordo com o recente comunicado da empresa, o crescimento nas vendas no Brasil e os investimentos da Syngenta em inteligência artificial foram fatores significativos para o aumento total de vendas, que, no entanto, enfrentaram desafios devido à desvalorização das principais commodities.

Os resultados de 2025 mostraram que a Syngenta teve vendas totais de US$ 28,4 bilhões, uma leve queda de 1% em relação ao ano anterior. O Ebitda atingiu US$ 4,4 bilhões, apresentando um crescimento de 13% em relação a 2024.

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No Brasil, a empresa aumentou sua participação no mercado de verão e na safrinha de milho, com o lançamento de dois híbridos de milho e seis novas variedades de soja.

As vendas de sementes cresceram 2% em 2025, com o Brasil destacando-se pela alta de 17%.

Desempenho Setorial

O setor de proteção de cultivos, que inclui defensivos agrícolas, viu uma redução de 1% nas vendas no Brasil e uma queda de 3% na América Latina, em parte devido à pressão dos preços de produtos genéricos e ao câmbio desfavorável.

Além disso, a Adama, uma subsidiária do grupo, relatou uma diminuição de 2% nas vendas, totalizando US$ 4,1 bilhões. Na América Latina, esta queda foi de 3%.

É importante ressaltar que as vendas no mercado chinês também enfrentaram uma redução de 10% em relação a 2024, totalizando US$ 8,3 bilhões. Este resultado foi afetado pela diminuição planejada do setor de comercialização de grãos, que operava com margens de lucro baixas.

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