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Agronegócio
2 min de leitura

Tarifa de 25% dos EUA gera incertezas no agronegócio brasileiro

A proposta do USTR ainda está em discussão e contém exceções para produtos como café e carne bovina.

Gabriel Azevedo27 de junho de 2026 às 01:15
Tarifa de 25% dos EUA gera incertezas no agronegócio brasileiro

A proposta de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros causou tensão entre os setores do agronegócio, embora o impacto ainda não esteja consolidado. A ideia do USTR, órgão comercial dos EUA, está em fase de apreciação e inclui exceções para produtos chave como café e carne bovina.

Análise da Proposta

Atualmente, a proposta está documentada no Federal Register e se insere na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Isso exige uma análise cuidadosa de três aspectos: o que está proposto, as exceções listadas e as cadeias produtivas que seriam mais afetadas, caso a tarifa avance.

Os comentários sobre a proposta podem ser feitos até 1º de julho de 2026, com uma audiência pública programada para 6 de julho de 2026.

O USTR investiga práticas comerciais do Brasil relacionadas a tópicos como comércio digital, serviços de pagamento, tarifas preferenciais, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. Embora o órgão tenha sugerido a tarifa sobre bens brasileiros, a proposta inclui isenções.

Produtos Isentos

Os produtos que não seriam afetados pela nova tarifa estão detalhados no anexo do Federal Register. Entre eles, estão o café em diferentes formas e a carne bovina, dependendo da correta classificação tarifária. Portanto, isso não significa que estes produtos estão automaticamente sujeitos à tarifa.

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É fundamental que os exportadores verifiquem as classificações tarifárias antes de fazerem qualquer estimativa de impacto.

O Mercado Americano

Os Estados Unidos representam um mercado importante para o agronegócio brasileiro, com as exportações atingindo US$ 11,4 bilhões em 2025, representando 6,7% do total do setor. No entanto, os dados de maio de 2026 mostram uma diminuição de 28% nas compras em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

O etanol é uma questão central na investigação, onde o USTR alega falta de reciprocidade nas tarifas, questionando o acesso ao mercado brasileiro.

Aproximar-se da situação com cautela é crucial para as cadeias produtivas que não aparecem na lista de exceções. Caso a tarifa periode para determinados produtos, a competitividade poderá ser severamente impactada, influenciando contratos e investimentos.

Conclusão

Diante deste cenário, o principal desafio do agronegócio é acompanhar a tramitação da proposta dos EUA, interpretar as classificações tarifárias e mensurar os riscos reais para cada cadeia produtiva.

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