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Agronegócio
2 min de leitura

Taxa de 25% dos EUA impacta gravemente o agronegócio brasileiro

Especialistas alertam sobre os riscos e desafios da nova tarifa.

João Pereira02 de junho de 2026 às 15:20
Taxa de 25% dos EUA impacta gravemente o agronegócio brasileiro

A proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros gera sérios riscos para o agronegócio do país. A medida, que afeta a competitividade e a dinâmica do mercado, é mais do que um simples embate econômico; implica em desafios mais amplos para setores essenciais.

Impacto na competitividade

André Aidar, especialista em Agronegócio e sócio do Lara Martins Advogados, destaca que, apesar de itens alimentares estarem isentos, a decisão influenciará diretamente o etanol brasileiro. A nova tarifa diminui a vantagem competitiva do biocombustível brasileiro nos EUA, aumentando seus custos de entrada e tornando mais atrativa a produção local.

A tarifa de 25% atua como uma barreira artificial, alterando preços e previsibilidade comercial.

Risco reputacional

Outro ponto crítico apontado por Aidar é a utilização do desmatamento ilegal como justificativa para a tarifa. Isso representa um perigo para cadeias que dependem de traçabilidade e comprovação ambiental, afetando não apenas a percepção da sustentabilidade, mas também acarretando exigências documentais adicionais e maior pressão na certificação de produtos.

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A tarifa carrega uma ‘sanção reputacional’, o que pode penalizar empresas idôneas devido a falhas de fiscalização ou percepções equivocadas sobre a cadeia produtiva

André Aidar.

Consequências globais e volatilidade

As repercussões da taxação também reverberam globalmente, exigindo que as empresas redirecionem suas exportações para outros mercados, o que pode resultar em superabundância em algumas regiões. Aidar alerta que isso pode resultar em pressões sobre preços, aumento de custos logísticos e revisão de contratos, pois compradores nos EUA buscam fornecedores alternativos.

O aumento da volatilidade e incerteza poderá afetar diretamente a produção e exportação no Brasil.

Aidar conclui que a nova tarifação representa uma nova era de instabilidade e incertezas para agricultores e empresas do setor, com um futuro menos previsível.

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