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União Europeia planeja proteção digital para crianças

Iniciativa visa limitar acesso a redes sociais e plataformas digitais

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 09:25
União Europeia planeja proteção digital para crianças

A União Europeia anunciou planos para implementar um acesso 'progressivo e gradual' de crianças e adolescentes às plataformas digitais, com o intuito de protegê-los de potenciais riscos. A iniciativa surge após a publicação de um relatório de especialistas que destaca a necessidade de um cuidado especial ao permitir que jovens utilizem redes sociais.

Diretrizes para um uso seguro

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, enfatizou que o foco não deve ser se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim como e quando isso deve ser feito. Ela anunciou que um projeto de lei será apresentado após o verão, com recomendações para guiar esta regulamentação.

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A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro. Precisamos estabelecer um acesso seguro e controlado às plataformas digitais

Ursula von der Leyen

Entre as principais recomendações do relatório estão: proibição total de acesso a mães e crianças até 13 anos e uso limitado sob supervisão parental.

Contexto

A proposta se inspira em modelos como o da Austrália e reflete uma crescente preocupação com a saúde mental e física dos jovens no ambiente digital.

A Comissão está especialmente atenta à implementação de diretrizes que garantam que as plataformas demonstrem que seus serviços não oferecem riscos aos usuários mais jovens. Vários países membros já estão adotando medidas para regular o acesso das crianças às redes sociais, mostrando um esforço conjunto para enfrentar os desafios impostos pelo ambiente digital.

Por outro lado, a abordagem da EU enfrenta resistências, especialmente de nações que se opõem a proibições rígidas. A implementação de medidas uniformes visa evitar discrepâncias nas regulamentações nacionais, facilitando a aplicação das normas por parte das plataformas digitais.

O comissário de proteção ao consumidor da UE, Michael McGrath, acrescentou que novas regulamentações estão sendo discutidas e prometeu que elas proporcionarão mais segurança para as crianças contra designs viciantes nas plataformas digitais.

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