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Agronegócio
2 min de leitura

Valorização agrícola no Espírito Santo impulsiona uso de drones

Café e pimenta-do-reino levam o estado a pesquisa inovadora

Mariana Souza22 de maio de 2026 às 14:05
Valorização agrícola no Espírito Santo impulsiona uso de drones

O Espírito Santo está vivenciando um significativo crescimento em sua produção agrícola, com o valor da produção de café crescendo quase 77% em um ano, totalizando R$ 16,7 bilhões. A pimenta-do-reino, cultivo que lidera o mercado nacional, também teve um aumento expressivo, ultrapassando os R$ 2,2 bilhões, conforme relatórios da Secretaria de Agricultura do estado.

Pesquisas práticas com drones

Nesse contexto de valorização, pesquisas conduzidas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em parceria com a Fotus Agro estão ganhando destaque. As investigações, realizadas no campus de São Mateus, têm como objetivo entender como os drones podem melhorar a eficiência agrícola e criar diretrizes práticas para sua utilização pelos produtores.

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"Nosso foco é gerar conhecimento que orientará o uso mais eficiente destas tecnologias no campo", destaca o professor Edney Leandro da Vitória, responsável pelo projeto na Ufes.

Frentes de pesquisa em destaque

As pesquisas investigam várias abordagens para a aplicação de drones na agricultura. Uma delas avalia a eficácia na deposição de insumos e a uniformidade na aplicação, visando diminuir desperdícios. Outra linha de estudo analisa a aplicação em taxa variável, permitindo a adaptação dos produtos conforme as especificidades de cada área da lavoura.

A aplicabilidade dos drones vai além da pulverização convencional, incluindo a dispersão de fertilizantes e sementes.

Além disso, aspectos operacionais como tempo de uso, logística e custos por hectare estão sendo avaliados para que os produtores possam ter um entendimento claro sobre quando e como a tecnologia pode ser economicamente viável em suas operações.

Colaboração entre pesquisa e mercado

O projeto foi potencializado pela doação de um drone EAVision pela Fotus Agro, que é equipado com sensores avançados para operar em terrenos acidentados. Rodolfo Stanke, Head da Fotus Agro, comenta: "Conectar cada vez mais a pesquisa com a realidade do campo nos permite avançar com base em dados técnicos e apoiar a formação de novos profissionais."

Os estudos encontram-se nas fases iniciais e seus resultados deverão ser publicados futuramente pela Ufes, auxiliando os produtores capixabas com informações práticas sobre o uso de drones nas culturas mais relevantes para a economia do estado.

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