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Suspeita de monilíase leva a investigação em Marechal Thaumaturgo

Instituto de Defesa Agropecuária do Acre inicia medidas de controle

Camila Souza Ramos20 de abril de 2026 às 14:45
Suspeita de monilíase leva a investigação em Marechal Thaumaturgo

A equipe técnica do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) iniciou, esta semana, a investigação de um possível caso de monilíase em Foz do Arara, município de Marechal Thaumaturgo. O foco surgiu após a detecção de sinais da doença em frutos de cupuaçu em uma propriedade rural, que levou ao imediato engajamento das autoridades locais.

A suspeita foi reportada após uma inspeção inicial realizada por um técnico do IDAF. De acordo com Luan José da Silva, um fruto exibiu alterações de coloração e sintomas típicos da monilíase, o que motivou a coleta de amostras para análise em laboratório.

Monilíase é uma praga quarentenária que pode causar sérios danos às culturas de cacau e cupuaçu.

A disseminação da monilíase pode ocorrer através de fatores naturais, como vento e chuva, ou por meio do transporte de materiais contaminados, incluindo frutos, sementes e utensílios. O estado do Acre tem implementado medidas de controle desde o primeiro relato da doença em julho de 2021, quando foi decretada uma emergência fitossanitária em áreas urbanas.

Contexto

Além das inspeções regulares, o IDAF mantém um programa de vigilância intensificada na região do Juruá, que inclui a erradicação de plantas contaminadas e a orientação da população sobre como proceder diante de suspeitas.

A chefe do Departamento Tático de Ações Vegetal e Florestal do IDAF, Waldirene Gomes, enfatizou a importância da resposta rápida frente à situação. "Um monitoramento constante, aliado a reações ágeis, é essencial para evitar a propagação da monilíase. Este é somente um caso suspeito, mas se confirmado, medidas emergenciais serão implementadas imediatamente no município. O Ministério da Agricultura e Pecuária já foi notificado sobre a situação atual", disse Gomes.

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