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El Niño gera urgência na gestão de riscos do agronegócio brasileiro

Produção e exportação dependem de estratégias climáticas eficazes

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 11:50
El Niño gera urgência na gestão de riscos do agronegócio brasileiro

A aproximação de um novo ciclo do fenômeno climático El Niño tem elevado o nível de alerta no agronegócio brasileiro, impulsionando a gestão de riscos para o centro das discussões sobre políticas agrícolas. Durante o Outlook Agro Brasil, realizado recentemente, foram destacadas a urgência e a relevância do tema por diferentes autoridades e representantes do setor.

O consenso entre os participantes é claro: para que o Brasil continue a crescer na produção e nas exportações, será vital implementar políticas de adaptação frente às adversidades climáticas. O ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, enfatizou que a preparação para o El Niño é inadiável.

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Infelizmente estamos às vésperas do El Niño. Os efeitos vão acontecer, e isso é fruto das mudanças climáticas. O Brasil não fica indiferente a esse fenômeno mundial.

Entre as medidas discutidas, destaca-se a criação do Plano Nacional de Manejo do Fogo, que visa preservar a capacidade produtiva nas áreas afetadas por incêndios, além de um fortalecimento das políticas de seguro rural para proteger os produtores.

Tânia Zanella, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, ressaltou a necessidade de uma resposta rápida da política agrícola diante do aumento da vulnerabilidade aos riscos climáticos.

Com o agronegócio contribuindo com cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, é evidente que uma ação unificada entre o governo e a iniciativa privada se torna indispensável para mitigar os riscos e garantir a previsibilidade dos investimentos no setor.

O evento também reiterou que a gestão de riscos não deve ser dissociada da expansão comercial. Elias Rosa reforçou o compromisso do Brasil em negociar para ampliar mercados externos, especialmente diante de um cenário de tensões geopolíticas.

Em suma, a competição no agronegócio brasileiro dependerá cada vez mais de uma integração entre a produtividade agrícola e as medidas de proteção contra mudanças climáticas, assegurando a sustentabilidade e crescimento do setor nos anos futuros.

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