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política
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Ex-prefeita Marília Campos rejeita candidatura ao governo de Minas

Candidatura ao Senado se mantém como prioridade para Campos

Acro Rodrigues02 de julho de 2026 às 18:07
Ex-prefeita Marília Campos rejeita candidatura ao governo de Minas

Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco do PSD em buscar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o PT ficou sem um candidato forte para a eleição em Minas Gerais, um estado crucial para a disputa presidencial. Dessa forma, a cúpula do partido tenta persuadir a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, a transferir sua candidatura ao Senado para a disputa ao governo estadual.

Indecisão e Críticas Internas

Embora dirigentes acreditem que Campos teria boas chances se aceitar o novo desafio, ela permanece firme em sua decisão de concorrer ao Senado. Em uma reunião recente com o presidente do PT, Edinho Silva, Campos reafirmou sua posição. 'Renunciei ao meu cargo de prefeita para ser pré-candidata ao Senado. Essa é a melhor estratégia para o PT em Minas', explicou em um evento em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Marília Campos defende uma frente ampla, com partidos como MDB, PSB e PDT, para aumentar suas chances nas eleições.

Contexto

A cúpula do PT tenta uma estratégia de unidade e um candidato de centro que possa estruturar uma frente ampla política em Minas Gerais, onde o partido enfrentou desafios em eleições anteriores.

A resistência de Campos revela que a decisão vai além de uma escolha eleitoral, simbolizando as dificuldades que o PT enfrenta para se solidificar em Minas Gerais. A última tentativa resultou em uma derrota significativa em 2018 para o governador Romeu Zema.

Desafios Politicos e Percepções do Eleitorado

O governo de Fernando Pimentel, antecessor no cargo, deixou um legado de problemas fiscais e insatisfação popular, o que levou a uma configuração política desfavorável para o PT em Minas. O partido não conseguiu lançar candidaturas competitivas nas últimas eleições, e a falta de uma autocrítica em relação ao governo anterior ainda persiste, de acordo com diversos analistas.

"

O antipetismo deixou de ser uma reação e virou uma linguagem consolidada na política mineira

Deputado anônimo do PT.

Ainda que Lula mantenha uma boa popularidade em Minas, isso não se reflete automaticamente nas intenções de voto do PT para o governo estadual. O eleitor mineiro parece separar claramente o apoio ao presidente do desempenho local do partido. Para Campos, competir ao governo é arriscar não apenas uma eleição, mas também se tornar parte de um jogo político nacional que pode não levar a um controle efetivo dos resultados.

Conclusões e Próximos Passos

No cenário atual, Campos e seus apoiadores acreditam que a melhor estratégia seria manter-se em uma posição legislativa e evitar a polarização, que poderia prejudicar ainda mais o partido. Enquanto isso, o PT deve encontrar um novo caminho ou candidatos até a data final de inscrição, dado que as opções disponíveis diminuem.

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