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Método brasileiro reduz em 30% resultados de testes de autonomia

INMETRO adota abordagem conservadora para evitar decepções

Gabriel Rodrigues12 de maio de 2026 às 17:20
Método brasileiro reduz em 30% resultados de testes de autonomia

O INMETRO adotou uma abordagem que reduz em 30% os resultados de autonomia dos veículos elétricos, visando evitar desilusões para os consumidores brasileiros. Essa prática explica as diferenças na autonomia dos mesmos modelos de carros quando comparados em diversos mercados.

Descomplicando as metodologias de teste

Você já notou que um carro elétrico pode ter uma autonomia anunciada de 500 km na Europa, mas apenas 350 km no Brasil? Essa discrepância não é um erro, mas sim resultado de metodologias distintas de teste.

Os padrões WLTP, EPA e INMETRO trazem diferentes abordagens para medir a autonomia de veículos.

WLTP: O padrão europeu

O Worldwide Harmonised Light Vehicles Test Procedure (WLTP) é o método adotado na Europa, desenvolvido para substituir o obsoleto NEDC. O teste, que dura cerca de meia hora e abrange 23 km, simula tanto condições urbanas quanto rodoviárias.

EPA: A rigidez americana

Nos Estados Unidos, a Environmental Protection Agency (EPA) realiza testes em dinamômetro com rigorosa análise das condições de aquecimento e ventilação, testando cenários variados para fornecer dados mais precisos sobre a autonomia dos carros.

INMETRO: Um método conservador

O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do INMETRO adota uma postura cautelosa, aplicando um fator de correção de 0,7 sobre os resultados obtidos em testes como o WLTP e o EPA. Isso implica que as autonomias apresentadas pelo INMETRO são sempre inferiores, evitando que os consumidores se sintam decepcionados.

Comparação de metodologias

Para um SUV elétrico médio com bateria de 75 kWh, observa-se a seguinte classificação dos métodos de teste em relação à autonomia: CLTC (China) apresenta 600 km, WLTP indica 500 km, EPA tem 420 km, enquanto o INMETRO registra 350 km.

A escolha do método pode impactar a percepção da autonomia do veículo.

Os métodos WLTP e EPA têm suas particularidades, mas para evitar decepções futuras, os valores fornecidos pelo INMETRO são uma referência favorável. Portanto, é essencial não comparar diretamente as autonomias de diferentes metodologias.

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