Argentina registra menor pobreza em sete anos, mas Milei enfrenta crise de popularidade
Taxa de pobreza cai para 28,2%, mas desaprovação de 64,5% aflige governo

A Argentina atingiu sua taxa de pobreza mais baixa em sete anos, caindo de 38,1% em 2024 para 28,2% sob a liderança de Javier Milei, conforme divulgou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Este avanço, contudo, contrasta com a crescente rejeição do presidente, que possui uma desaprovação de 64,5%.
Desafios enfrentados pelo governo
Embora as políticas econômicas do governo tenham sido aplaudidas, elas não foram suficientes para dissipar o ceticismo da população. A insatisfação é alimentada por diversos escândalos no gabinete de Milei, além do aumento do desemprego e do fechamento de um número considerável de empresas. Cortes em áreas essenciais como saúde e educação pública também têm gerado forte descontentamento entre os cidadãos.
✨ A inflação permanece uma preocupação, mesmo com a queda anual dos índices de pobreza.
Para muitos argentinos, as estatísticas oficiais não refletem a dura realidade do dia a dia, marcada pela inflação persistente e a insegurança econômica. Além disso, uma profunda desconfiança no sistema financeiro ressoa entre a população, uma herança de crises passadas, como o 'corralito' de 2001, quando muitos perderam suas economias.
"Estimativas indicam que os argentinos mantêm cerca de US$ 170 bilhões fora dos bancos, revelando a falta de confiança no sistema financeiro.
Contexto econômico
O governo está tentando atrair esse capital não declarado através de isenções fiscais, mas as iniciativas, como a campanha 'alivie seu colchão', têm conseguido resultados limitados até o momento.
Perspectivas futuras
Enquanto a Argentina se prepara para novos desafios econômicos, a gestão de Milei continua a ser marcada pela desorganização da oposição, que, paradoxalmente, pode estar preservando seu governo, mas ao mesmo tempo desgastando sua imagem devido a crises internas e recentes decisões polêmicas.
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