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política
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Dario Durigan critica Javier Milei e destaca economia brasileira

Ministro da Fazenda compara situações econômicas dos países vizinhos

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 09:05
Dario Durigan critica Javier Milei e destaca economia brasileira

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira que a situação econômica do Brasil é superior à da Argentina, tecendo críticas ao presidente argentino, Javier Milei, a quem chamou de 'palhaço'. Durante uma entrevista à Rádio Jornal, Durigan apontou que o risco país do Brasil está mais favorável que o da Argentina e exaltou os índices de emprego, inflação controlada e recordes na balança comercial.

Durigan enfatizou que o Brasil possui uma taxa de desemprego mínima e uma inflação sob controle, enquanto o presidente argentino criticou o cenário brasileiro. 'O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e comentou nossos dados econômicos, sendo que o risco país argentino é bem mais elevado', afirmou.

Repercussão nas Relações Diplomáticas

A visita de Milei ao Brasil, onde participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, rendeu descontentamento às autoridades brasileiras. O Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para expressar sua desaprovação em relação aos comentários feitos por Milei.

Durigan descarta possibilidade de recessão, projetando crescimento do PIB em 2027.

Por outro lado, Durigan também reconheceu que a alta dos juros é um fator que afeta a economia, mas indicou que não se deve temer uma recessão iminente. 'Embora a taxa de juros alta possa desacelerar a economia, prever uma recessão é um exagero. Nossa expectativa é de um crescimento de 2% do PIB em 2027', explicou.

Discurso Polêmico de Milei

Durante o evento em que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei fez um discurso provocativo, no qual ofendeu autoridades brasileiras e defendeu uma política de direita na AL. O clima de disputa política evidencia as tensões entre as administrações dos dois países.

Esta visita do presidente argentino ocorre em um contexto de baixa popularidade e desafios econômicos em sua nação, o que agrega um cenário de rivalidade e descompasso nas relações entre Brasil e Argentina.

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