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Aue-Bad Schlema evita eleição de líder neonazista

Votação tensa marca possível avanço da extrema direita na Alemanha

Fernanda Lima08 de junho de 2026 às 16:55
Aue-Bad Schlema evita eleição de líder neonazista

A pequena cidade de Aue-Bad Schlema, na Saxônia, alarmou o país ao quase eleger um membro proeminente de um partido neonazista nas eleições de domingo, 7. Stefan Hartung, cofundador do partido 'Saxões Livres', obteve 47% dos votos, mas foi derrotado por Marcus Hoffmann, da União Democrata Cristã (CDU), que conquistou 53%.

A diferença entre os candidatos foi de apenas 508 votos entre os mais de 9 mil sufrágios válidos.

Se Hartung tivesse vencido, essa teria sido a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um político com ligações com a extrema direita estaria no comando de uma prefeitura alemã. O 'Saxões Livres' é monitorado como uma organização extremista pelo Departamento Federal para Proteção da Constituição da Alemanha devido ao seu alinhamento com ideais separatistas e neonazistas.

A ascensão do extremismo

Fundado em 2021, o partido atua como uma plataforma para vários grupos extremistas da Saxônia. Seu foco está na mobilização de manifestações, utilizando o aplicativo Telegram para convocar apoiadores, e tem sido descrito como uma ‘máquina de mobilização’ de protestos.

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Os Saxões Livres não têm interesse em resolver problemas da população, mas buscam instrumentalizar as demandas sociais para suas próprias finalidades.

Departamento de Proteção da Constituição da Saxônia

Hartung, que já pertenceu ao Partido Nacional Democrático da Alemanha (NPD), agora atua com o 'Die Heimat', como é chamado seu partido atual. Sua tentativa de se tornar prefeito em 2019 resultou em apenas 18% dos votos, mas este ano ele se destacou como o mais votado na primeira etapa da eleição.

Desafios legais para candidatos

A legislação alemã exige que candidatos a cargos públicos demonstrem compromisso com a ordem democrática, embora na Saxônia esse escrutínio só ocorra após a eleição. Em outros estados, como a Renânia-Palatinado e a Renânia do Norte-Vestfália, candidatos foram desqualificados antes de eleições por serem considerados não leais à Constituição.

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